sexta-feira, 15 de abril de 2011

A arma

                                                      


 "... Não é a consciência do homem que determina sua classe social,mas sua classe social que determina sua consciência..."
                                                                                               
                         ( Marx )







Às vezes sou saudade, em despedidas constantes...
n'outras apenas solidão.
Há sempre dias de felicidades oscilando dentro do caos...
e o que me resta??
 É a cadeira na varanda, as tardes nas redes...
um quarto cheio de memórias...
estamos sós, e há muito estamos,
mas não percebíamos,
agora a noite nos revela os segredos dos sonhos,
que de tão apressados não percebemos...
como um corte que não sangra, a dor nos surpreende,
como as perdas em vida se deram de maneira diferente
o que me resta?
Um livro empoeirado na estante,
rosas pálidas, um dia incerto em meio a toda vida
de onde virá a salvação ?
dos que crêem...?
Da cruz que carregamos todos os dias
Dos dias de luta e de glória,
mas a ordem é sempre a mesma,
não há tempo pra poesia,
o massacre é inevitável,
de que lado da arma você quer estar?


( Leo ROcha )

2 comentários:

  1. "um quarto cheio de memórias..."

    cada texto que leio me identifico com uma palavra, expressão, oração ou o texto por completo!!

    vc tá retado viu velho Leo!

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