quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Onde quer que haja paz...

Hoje, eu queria uma passagem só ida,
Passar sem destino pelos lugares onde estive
Rever velhos amigos, jogar conversa fora...
Caminhar dentro de mim, refazer meus caminhos,
cantar velhas canções, receber teus carinhos...
Hoje eu queria um dia mais doce, uma mão mais amiga
Um beijo de novela, um frio na barriga
Mais emoção nas palavras...
Hoje eu queri esquecer do mundo,
Mergulhar nos olhos mais profundos,
Tênue azul do mar...
Onde quer que haja paz,
Longe desse caos, longe do mercado capital
Da lógica anormal, nova ordem mundial...
Cortejante, teu riso de menina
Amanhã, talvez novos caminhos,
Hoje procurando moinhos, onde só há dragões
Talvez Quixote, talvez Cervantes
Combate perdido, vitória na largada, não sei...
Onde quer que haja paz...
Lá quero estar, longe das cavernas da mente atormentada
Em busca da alvorada,
Vendo o sol raiar imponente,
Novos horizontes, homens mais contentes
Terna certeza do porvir,
Se virá não sei...
Me contento com a certeza
O abstrato, a felicidade no retrato,
Doce família feliz.
Hoje quero estar longe...
Na próxima estação de sonhos,
Podendo ser o que não somos,
Colocando o tempo sobre minhas asas...
Onde quer que haja paz...
Nos campos abertos, Romances atrais...
Verticalização dos limites, vôos clandestinos, saltos no infinito
Hoje quero estar onde não haja limites,
onde quer que a paz habite,
Seja na fé, seja na salvação
Onde quer que haja paz...

 ATT: Leo Rocha

Nenhum comentário:

Postar um comentário