Ah se eu pudesse te amar,
Desde antes e para sempre,
Se eu pudesse me esquecer
Dessas dores que doem tanto,
Nem todo pranto lava alma,
Nem toda alma cura aquilo que cala.
Eu calo aquilo que sinto.
Falo quase nada.
Sou só,
Estrela que se apaga,
Vazio que não tem vim,
Universo de limites desconhecido.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Muito amor
Muito amor,
As vezes causa muito ardor,
As vezes causa muita dor,
As vezes vira esquecimento,
As vezes dura um momento,
Quase nunca é eterno,
Por vezes terno,
Por vezes passa,
Por vezes laça,
Por vezes dura,
Quase sempre cura,
Alguma amargura.
As vezes causa muito ardor,
As vezes causa muita dor,
As vezes vira esquecimento,
As vezes dura um momento,
Quase nunca é eterno,
Por vezes terno,
Por vezes passa,
Por vezes laça,
Por vezes dura,
Quase sempre cura,
Alguma amargura.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
sonho
Sonhei com um amor claro como dia...
E por maior que fosse,
sempre transpareceria a alma oposta...
As cores de uma verdade secular
Sonhei com um amor tão grande,
Que jamais caberia em mim...
Sonhei com um amor,
Que não tivesse começo, meio, ou fim
E por maior que fosse,
sempre transpareceria a alma oposta...
As cores de uma verdade secular
Sonhei com um amor tão grande,
Que jamais caberia em mim...
Sonhei com um amor,
Que não tivesse começo, meio, ou fim
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Que meu silêncio diga tudo.
Minha vida sempre foi me levando, sei lá... acho que é uma espécie de reticência (...), não sei o que vinha antes, não sei o que virá depois. Sempre naveguei ao bel sabor do vento, nunca fui bom em fazer planos, estratégias, jogadas de mestre... Por essa inconsequência, conheci aguas calmas e mares intempestivos, amei, perdi, me quebrei, magoei, sofri, chorei... nasci sozinho e no fundo sei que morrerei só, ninguém no mundo é mais só do que eu.
Por vezes eu gritei antes de falar, eu chorei antes de cantar, eu corri antes mesmo de caminhar. É que eu trago em mim uma pressa, uma intensidade que não sei dosar, e se por ela muitas vezes me perdi, quase morri, sofri e sofri e sofri... também a ela devo noites inesquecíveis, amores intensos, histórias inestimáveis.
Perdoa. Perdoa meus passos sempre tão apressados, perdoa esse vazio que nem o oceano conseguiria encher. E quando quando teus dias estiverem tristes, deixa neles ecoar as risadas que compartilhamos. Certas coisas não tem explicação, certos momentos nem deveriam existir, mas a vida é feita de certos momentos e de momentos certos.
Ah eu Queria agora toda dor do mundo, queria agora morrer de saudade, queria toda a angustia... E quem sabe assim, mais tarde, ao acordar, seria possível renascer em felicidade, felicidade que procuramos em tantos lugares, mas que está mesmo escondida em nós.
Por vezes eu gritei antes de falar, eu chorei antes de cantar, eu corri antes mesmo de caminhar. É que eu trago em mim uma pressa, uma intensidade que não sei dosar, e se por ela muitas vezes me perdi, quase morri, sofri e sofri e sofri... também a ela devo noites inesquecíveis, amores intensos, histórias inestimáveis.
Perdoa. Perdoa meus passos sempre tão apressados, perdoa esse vazio que nem o oceano conseguiria encher. E quando quando teus dias estiverem tristes, deixa neles ecoar as risadas que compartilhamos. Certas coisas não tem explicação, certos momentos nem deveriam existir, mas a vida é feita de certos momentos e de momentos certos.
Ah eu Queria agora toda dor do mundo, queria agora morrer de saudade, queria toda a angustia... E quem sabe assim, mais tarde, ao acordar, seria possível renascer em felicidade, felicidade que procuramos em tantos lugares, mas que está mesmo escondida em nós.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Regresso
" se te contasse por onde andei, os infernos que
estive, os demônios que conheci, paraísos que experimentei, países que
descobri, mulheres que amei, outras que perdi, sonhos que sonhei, outros que vendi, você entenderia porque a teus braços eu regresso"
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Todo amor
Desculpa, mas pra mim o amor é algo desmedido, por
vezes destemido. Ao te imaginar distante entristeço, passo a ser coisa
alguma, vazio sem fim, barco sem rumo. Desaprendi a caminha outros
caminhos que não trilhem, ao menos, a pegada de teus passos.
Sei que sem ti sou folha ao vento, árvore seca, palavra sem razão. De
tanto querer-te quase que enlouqueço, me despi de todas as mascaras,
revelei-te minha alma, fiquei pelo avesso... Não vês?? sou todo amor
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Desilusão
Hoje te escrevo não por sermos bons amigos, más bons estranhos. Não quero esperar boas novas, nem recordar passado terno, preciso anunciar tragédias, professar a fé das dores (absolutamente normais).
Veja só todos nas filas, todos tão sós dentro da multidão... tão invisíveis, em meio a tantas vozes é impossível ouvir um grito de loucura libertária, face a dominante reprodução caótica da sanidade. Nossa solidão cresce junto com os prédios, nossos sonhos encontram-se enterrados em meio as ruas de concreto e asfalto negro.
Somos arquitetos do caos. Sonhamos com um céu que não desabe sobre nossas cabeças, mas somos incapazes de tentar pintar uma nova cena.
Veja só todos nas filas, todos tão sós dentro da multidão... tão invisíveis, em meio a tantas vozes é impossível ouvir um grito de loucura libertária, face a dominante reprodução caótica da sanidade. Nossa solidão cresce junto com os prédios, nossos sonhos encontram-se enterrados em meio as ruas de concreto e asfalto negro.
Somos arquitetos do caos. Sonhamos com um céu que não desabe sobre nossas cabeças, mas somos incapazes de tentar pintar uma nova cena.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Palavaras de amor
Palavras de amor são como navios lançados ao mar,
Sem porto seguro, sem norte, sem velas...
Meu navios descansam naufragados
Submersos pelas lágrimas salgadas de amar
Sem porto seguro, sem norte, sem velas...
Meu navios descansam naufragados
Submersos pelas lágrimas salgadas de amar
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Poema simbolista
É preciso ser invisível,
Caminhar sem precisar da precisão nos passos em falso.
Iluminar numa clarividão solar...
Trazer astros a orbitar,
Flamejar no céu constelado
Esconder estrelas cadentes da superfície
Na escura profundeza do mar.
Ser mais leve que o ar
Orbitar...
Caminhar sem precisar da precisão nos passos em falso.
Iluminar numa clarividão solar...
Trazer astros a orbitar,
Flamejar no céu constelado
Esconder estrelas cadentes da superfície
Na escura profundeza do mar.
Ser mais leve que o ar
Orbitar...
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Pra você
Talvez as coisas mais bonitas eu não tenha te dito,
Mas nada foi tempo perdido,
Pode ser que em algum beijo, abraço ou sorriso,
Você tenha encontrado escondido
Os versos mais bonitos que eu esqueci de te dizer...
Mas se assim não foi,
Um dia quando você menos esperar,
Eles vão te encontrar,
Aí então você vai perceber,
Que mesmo que eu não os tenha dito...
São teus os meus versos mais bonitos.
Mas nada foi tempo perdido,
Pode ser que em algum beijo, abraço ou sorriso,
Você tenha encontrado escondido
Os versos mais bonitos que eu esqueci de te dizer...
Mas se assim não foi,
Um dia quando você menos esperar,
Eles vão te encontrar,
Aí então você vai perceber,
Que mesmo que eu não os tenha dito...
São teus os meus versos mais bonitos.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
História de amor...
Mesmo que não seja verdade, seja por carência ou por vaidade, todo mundo quer comprar uma linda história de amor.
domingo, 11 de agosto de 2013
Inconsequente
É como me atirar na ausência...
Onde o escuro e o nada se misturam...
Começo pelo fim,
Tentando traçar as fronteiras sobre mim...
E como num parto as avessas
Vou produzindo uma gestação de fora pra dentro
Bebendo ideias e as colocando em conflito,
Onde o fim é a própria concepção,
Constatação que a vida é sempre relativa
Pelo janela do ponto de vista,
Quase sempre egoista...
Inconsequente,
Uma loucura adolescente,
Doce reflexão.
Onde o escuro e o nada se misturam...
Começo pelo fim,
Tentando traçar as fronteiras sobre mim...
E como num parto as avessas
Vou produzindo uma gestação de fora pra dentro
Bebendo ideias e as colocando em conflito,
Onde o fim é a própria concepção,
Constatação que a vida é sempre relativa
Pelo janela do ponto de vista,
Quase sempre egoista...
Inconsequente,
Uma loucura adolescente,
Doce reflexão.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
A caminhada
Hey! esquece os dados do destino, se liga só nesse lance de sorte, hoje tou com a bola toda, olhos de menino e coração de leão. Vê se entende que mudar bruscamente de direção nem sempre é retroceder, pode ser que o caminho certo esteja mesmo na contramão. Então, não fica aí parado com cara de bobo, porque a vida passa e não nos espera, logo vão-se as flores da primavera e chega o triste inverno da caretice.
Vem! meio inconsequente, com uma roupa um tanto quanto indecente e as sandálias de tiras nas mãos, as vezes os pés no chão é nos ajudam a entender aonde queremos chegar.
Vou indo! Mas se pelo menos eu pudesse levar comigo o perdão que não encontro ou o pecado que procuro... se eu pudesse nessa caminhada não ter que abrir mão de tanta coisa... mas não posso. Caminhar é estar hoje aqui, amanhã sei lá, é um eterno renunciar, e, sobretudo, perceber que tão importante quanto onde se quer ir, é saber para onde se quer voltar.
Vem! meio inconsequente, com uma roupa um tanto quanto indecente e as sandálias de tiras nas mãos, as vezes os pés no chão é nos ajudam a entender aonde queremos chegar.
Vou indo! Mas se pelo menos eu pudesse levar comigo o perdão que não encontro ou o pecado que procuro... se eu pudesse nessa caminhada não ter que abrir mão de tanta coisa... mas não posso. Caminhar é estar hoje aqui, amanhã sei lá, é um eterno renunciar, e, sobretudo, perceber que tão importante quanto onde se quer ir, é saber para onde se quer voltar.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Certas coisas
Eu não sei o porque tantos desencontros, um destino caprichoso cheio de acasos, mas como num filme nos encontramos na última cena, pra um último beijo que poderia ser o primeiro, que poderia ser qualquer um, mas escolheu ser o mais importante.
Tem coisas que não consigo demonstrar, melhor seria abrir o peito e arrancar sentimentos, fazer deles colares e colocá-los em torno do teu pescoço, dar-te a coroa que pesa sobre minha cabeça e dizer-te: reina sobre mim, reina assim de mansinho sem que eu perceba, coloca a boca no meu ouvido e vai me virando a cabeça, faz-me ateu, escravo teu, todo teu.
As vezes silencio e choro no escuro, mas tudo fica bem quando você tenta me convencer de que o mundo é bom e que pode ser melhor nos teus braços, que posso passar dias abrigado em teu abraço, levar a vida enamorado em teus laços, que teu sorriso pode me abrir as manhãs, que se andarmos juntos o paraíso não há de ser tão longe assim, talvez contigo o inferno não seja algo tão ruim.
Meu pecado é teu perdão e se há amor não há tempo gasto em vão. Minha alma posta nua abre teu corpo, em noites de amor, onde, quisera eu, as noites fossem eternas. E na paz de quem encontra o que procura é que acabo me perdendo em versos que te escrevo, como se o meu maior direito fosse o de te dizer certas coisas e não as coisas certas.
Tem coisas que não consigo demonstrar, melhor seria abrir o peito e arrancar sentimentos, fazer deles colares e colocá-los em torno do teu pescoço, dar-te a coroa que pesa sobre minha cabeça e dizer-te: reina sobre mim, reina assim de mansinho sem que eu perceba, coloca a boca no meu ouvido e vai me virando a cabeça, faz-me ateu, escravo teu, todo teu.
As vezes silencio e choro no escuro, mas tudo fica bem quando você tenta me convencer de que o mundo é bom e que pode ser melhor nos teus braços, que posso passar dias abrigado em teu abraço, levar a vida enamorado em teus laços, que teu sorriso pode me abrir as manhãs, que se andarmos juntos o paraíso não há de ser tão longe assim, talvez contigo o inferno não seja algo tão ruim.
Meu pecado é teu perdão e se há amor não há tempo gasto em vão. Minha alma posta nua abre teu corpo, em noites de amor, onde, quisera eu, as noites fossem eternas. E na paz de quem encontra o que procura é que acabo me perdendo em versos que te escrevo, como se o meu maior direito fosse o de te dizer certas coisas e não as coisas certas.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
O amor seria mais amor...
Pois é...
O amor seria mais amor,
Se fosse feito pra nós dois ...
A vida seria melhor,
Se não nos deixasse pra depois..
Pois é...
O amor seria mais amor,
Se a vida fosse um filme...
Se no final te salvasse do perigo
E te calasse a boca com um beijo.
Sei lá...
O amor seria mais amor,
Se meu olhar falasse,
Se de repente soubesse
Chegar na hora certa,
Com a porta aberta...
Sei lá...
O amor seria mais amor,
Se os dados do destino mudassem,
Se por acaso te encontrasse,
E fôssemos a algum lugar qualquer...
Porém juntos...
O amor seria mais amor,
Sem tantos poréns...
Sem tantos depois...
O amor seria mais amor,
Se fosse feito pra nós dois ...
A vida seria melhor,
Se não nos deixasse pra depois..
Pois é...
O amor seria mais amor,
Se a vida fosse um filme...
Se no final te salvasse do perigo
E te calasse a boca com um beijo.
Sei lá...
O amor seria mais amor,
Se meu olhar falasse,
Se de repente soubesse
Chegar na hora certa,
Com a porta aberta...
Sei lá...
O amor seria mais amor,
Se os dados do destino mudassem,
Se por acaso te encontrasse,
E fôssemos a algum lugar qualquer...
Porém juntos...
O amor seria mais amor,
Sem tantos poréns...
Sem tantos depois...
sábado, 20 de julho de 2013
Imensidão
Talvez houveram antes de nós mil amantes, talvez tenham feito mil juras, talvez todas essas juras tenham durado mil anos... Aí acabaram-se os amantes...os amores, as juras e os anos...
Nós estamos sós...
Só nós...
De mãos vazias te peço e me dou...
De coração aberto sou mendigo e rei,
Com cara de bobo tento te explicar aquilo que não sei...
E dessa vida, quase nada sei..
Mas é no silêncio de teus beijos,
Que encontro todas as respostas.
E esqueço desse mundo que só quer me ver pelas costas...
Não te prometo amores que durem mil anos...
Mas te darei morada em mim,
Poderás ver através de meus olhos,
E sentir o que toco...
E nossos corpos se confundirão
Em sentidos e percepção...
Na imensidão de ser.
E mesmo quando não houver mais amor ou jura...
Ainda morarás em mim...
E pra toda dor, serás ainda minha cura.
E mesmo quando não houver mais amor ou jura...
Ainda morarás em mim...
E pra toda dor, serás ainda minha cura.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Inflexível
Não costumo me dobrar, queria correr sinuosamente como um rio, mas não é assim que sou... sou inflexível, por isso as vezes o tempo me quebra, a saudade me rompe, o coração me parte em pedaços variados.
Sempre soube que viver assim não seria fácil, mas como bom homo sapiens, aprendi a caminha com as costas eretas, porque assim a visão é melhor e enxergar do alto é enxergar além. Perdi as contas de quantas vezes me negaram, de quantas vezes me bateram ou tentaram me subornar em troca da minha servidão, mas todo homem nasce livre e é assim que deve morrer, o contrario seria assinar um contrato de venda da própria alma, mas nem tudo nessa vida tem um valor, e mesmo as coisas valoradas quase nunca correspondem ao que realmente deveriam valer.
Sempre soube que viver assim não seria fácil, mas como bom homo sapiens, aprendi a caminha com as costas eretas, porque assim a visão é melhor e enxergar do alto é enxergar além. Perdi as contas de quantas vezes me negaram, de quantas vezes me bateram ou tentaram me subornar em troca da minha servidão, mas todo homem nasce livre e é assim que deve morrer, o contrario seria assinar um contrato de venda da própria alma, mas nem tudo nessa vida tem um valor, e mesmo as coisas valoradas quase nunca correspondem ao que realmente deveriam valer.
domingo, 7 de julho de 2013
Por um triz
Agora estamos por um triz,
Uma dose de desatenção por favor...
Acabaram-se os anéis de estrelas
E as noites de amor,
As noites são mais negras
São tão turvas e densas,
Que mal posso esperar o amanhecer...
A felicidade é flecha ligeira que logo passa,
Se acerta, quando parte fere
E quando fere, não nos parece tão doce.
Doce é o fim, o amado fim...
Onde tudo parece mais belo,
Tudo que se sonhou eterno...
Tudo por um tríz...
Um desenho feito a giz,
Que a chuva lava,
Que o tempo apaga,
Mas não há problema
Não há tempo,
Coisa chata deve ser a eternidade...
Fosse tão boa,
Nenhum Deus invejaria um mortal.
Uma dose de desatenção por favor...
Acabaram-se os anéis de estrelas
E as noites de amor,
As noites são mais negras
São tão turvas e densas,
Que mal posso esperar o amanhecer...
A felicidade é flecha ligeira que logo passa,
Se acerta, quando parte fere
E quando fere, não nos parece tão doce.
Doce é o fim, o amado fim...
Onde tudo parece mais belo,
Tudo que se sonhou eterno...
Tudo por um tríz...
Um desenho feito a giz,
Que a chuva lava,
Que o tempo apaga,
Mas não há problema
Não há tempo,
Coisa chata deve ser a eternidade...
Fosse tão boa,
Nenhum Deus invejaria um mortal.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Frases e Filosofias
Pouca gente nesse mundo viveu a vida na intensidade com que eu vivi, tenho a sensação de já ter estado em todos os lugares, inclusive lugar nenhum. Não sei aonde pertenço, não sei se quero pertencer, acho que bom mesmo é ser livre, mas a liberdade não é bem um estilo de vida, é um estado de espírito, acho que nessa parte sempre me repito, porque o tempo passa e em muitas coisas hoje penso diferente, contudo nesse ponto continuo o mesmo. É como na canção do Belchior "...Apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos..." Todavia comigo não é exatamente como na música, sou o mesmo apenas em partes... complicado né? eu sei... Mas a mesma parte pode completar um todo completamente diferente, acreditem, eu sei.
Tudo na vida é experiência, e ela, (a Experiência), por mais que a gente tente e ache possível não se compartilha, pois cada um tem uma maneira singular de agir na hora do desafio. Tentar fugir disso é negar o próprio instinto, é perder o sabor de estar vivo. Sempre chorei, quando muita gente ria e via graça nas coisas que a maioria das pessoas tinha medo, fiz escolhas absurdas que deram certo, mas também já apostei no muito óbvio e deu errado. Dias de sorte, dias de azar, não existe precisão cirúrgica na vida, só a constante dificuldade de conviver nós mesmos e com os outros.
As vezes a gente segue ao sabor da corrente, em outras não existe outra forma a não ser remar contra as ondas, mas com habilidade, os cuidados certos e um pouco de sorte é possível ir além do programado, do conhecido. E nesse caso, quase sempre, não estamos vestidos adequadamente ou chegamos na hora certa. Porém seja mal vestido, ou atrasado bom mesmo é chegar e ver de perto a cara de espanto de quem acha que não estaríamos ali. Pode até parecer auto ajuda, mas não é... A minoria se arrisca, a minoria chega, e mesmo alguns obstinados jamais chegarão, a maioria sequer sabe disso, que nasceram pra lutar contra as probabilidades... A esses mesmos obstinados que enchem o campo de batalha dia após dia, nos dando esperança, ainda que vã... o meu respeito.
O mundo e suas minorias, o mundo e suas maiorias, o mundo e suas incógnitas, o mundo e suas constantes. A todo instante penso milhares de coisas, me aparecem milhares de oportunidades, mas só posso escolher uma ( pelo menos, uma por vez). Não posso ser tudo, não posso ter tudo, mas posso tentar, uma vez, lí uma frase do Mandela que dizia: Parecia impossível, até que alguém fez.
Tudo na vida é experiência, e ela, (a Experiência), por mais que a gente tente e ache possível não se compartilha, pois cada um tem uma maneira singular de agir na hora do desafio. Tentar fugir disso é negar o próprio instinto, é perder o sabor de estar vivo. Sempre chorei, quando muita gente ria e via graça nas coisas que a maioria das pessoas tinha medo, fiz escolhas absurdas que deram certo, mas também já apostei no muito óbvio e deu errado. Dias de sorte, dias de azar, não existe precisão cirúrgica na vida, só a constante dificuldade de conviver nós mesmos e com os outros.
As vezes a gente segue ao sabor da corrente, em outras não existe outra forma a não ser remar contra as ondas, mas com habilidade, os cuidados certos e um pouco de sorte é possível ir além do programado, do conhecido. E nesse caso, quase sempre, não estamos vestidos adequadamente ou chegamos na hora certa. Porém seja mal vestido, ou atrasado bom mesmo é chegar e ver de perto a cara de espanto de quem acha que não estaríamos ali. Pode até parecer auto ajuda, mas não é... A minoria se arrisca, a minoria chega, e mesmo alguns obstinados jamais chegarão, a maioria sequer sabe disso, que nasceram pra lutar contra as probabilidades... A esses mesmos obstinados que enchem o campo de batalha dia após dia, nos dando esperança, ainda que vã... o meu respeito.
O mundo e suas minorias, o mundo e suas maiorias, o mundo e suas incógnitas, o mundo e suas constantes. A todo instante penso milhares de coisas, me aparecem milhares de oportunidades, mas só posso escolher uma ( pelo menos, uma por vez). Não posso ser tudo, não posso ter tudo, mas posso tentar, uma vez, lí uma frase do Mandela que dizia: Parecia impossível, até que alguém fez.
terça-feira, 25 de junho de 2013
carta de despedida.
Não rasgue as coisas que te escrevi, não esqueça das palavras que te disse, não se importe com o que os outros vão pensar de nós... O que foi feito, foi feito e não pretendo mudar nada. Não me arrependo de ter corrido o risco, de ter pagado o preço... talvez se a sorte fosse diferente... Mas não foi, e agora, não vou me prender na encruzilhada do que poderíamos ter sido, prefiro acreditar apenas no que fomos... e fomos muito...
É certo que a vida não admite ensaios, por isso espero que você entenda todas as vezes que tive que improvisar, que me perdi, que não tinha a fala certa, quando não soube aproveitar a deixa... nunca quis os aplausos da platéia, pra mim ser o protagonista da minha vida já é o suficiente, e já cresci o suficiente pra saber que finais felizes quase nunca são de verdade. Aliás final e feliz são palavras que não casam muito bem.
Hoje as coisas estão um pouco diferentes, não somos mais os mesmos. Pode ser que daqui algum tempo, a gente se encontre, e não te ame mais... Aí, quem sabe, seja mais fácil te dizer tudo que senti, e a despedida seja algo natural
É certo que a vida não admite ensaios, por isso espero que você entenda todas as vezes que tive que improvisar, que me perdi, que não tinha a fala certa, quando não soube aproveitar a deixa... nunca quis os aplausos da platéia, pra mim ser o protagonista da minha vida já é o suficiente, e já cresci o suficiente pra saber que finais felizes quase nunca são de verdade. Aliás final e feliz são palavras que não casam muito bem.
Hoje as coisas estão um pouco diferentes, não somos mais os mesmos. Pode ser que daqui algum tempo, a gente se encontre, e não te ame mais... Aí, quem sabe, seja mais fácil te dizer tudo que senti, e a despedida seja algo natural
sábado, 15 de junho de 2013
Eu espero.
Eu espero que haja tempo... tempo para nos conhecermos e nos esquecermos, sobretudo tempo para nos reconhecermos depois de todo esquecimento, tempo para nos perdermos e nos encontrarmos. Eu espero que haja tempo suficiente para perdermos e para ganharmos.
Teu corpo fala com meu corpo a língua dos anjos, a loucura dos loucos, a paixão dos amantes. Minhas mãos são como tuas chaves, e vão te abrindo e revelando contra a pouca luz, num intuito único de amar-te como se fosse a ultima vez. Aí então, teu espírito na penumbra é meu espírito e sou teu senhor e ao mesmo tempo teu servo, num instante onde não há domínio ou precisão, somos só nós.
Sinto sua falta... Cada dia sinto mais sua falta... e tua ausência se faz presente. Aí então aprendo a amar o que não tenho, sentir o que não toco, ansiar pelo que não vejo, desejo. Desejo-te nas horas mais inoportunas, quando meus dedos navegam por teus cabelos de ondas negras, quando a o coração acelera e a respiração parece faltar e de tanto desejar-te, guardo-te em segredo.
Talvez um dia, entendas que a vida é feita de mistérios e o maior deles é o que nos liga, o que nos faz cruzar outra vida de forma repentina, nos tirando da rotina e invertendo a lógica das coisas. Quando acontece, o que é certo não nos parece mais tão certo e o amargo adoça a boca.
Eu espero que haja pureza e sinceridade, que não nos falte paixão, que o amor seja destino e não desilusão.
Teu corpo fala com meu corpo a língua dos anjos, a loucura dos loucos, a paixão dos amantes. Minhas mãos são como tuas chaves, e vão te abrindo e revelando contra a pouca luz, num intuito único de amar-te como se fosse a ultima vez. Aí então, teu espírito na penumbra é meu espírito e sou teu senhor e ao mesmo tempo teu servo, num instante onde não há domínio ou precisão, somos só nós.
Sinto sua falta... Cada dia sinto mais sua falta... e tua ausência se faz presente. Aí então aprendo a amar o que não tenho, sentir o que não toco, ansiar pelo que não vejo, desejo. Desejo-te nas horas mais inoportunas, quando meus dedos navegam por teus cabelos de ondas negras, quando a o coração acelera e a respiração parece faltar e de tanto desejar-te, guardo-te em segredo.
Talvez um dia, entendas que a vida é feita de mistérios e o maior deles é o que nos liga, o que nos faz cruzar outra vida de forma repentina, nos tirando da rotina e invertendo a lógica das coisas. Quando acontece, o que é certo não nos parece mais tão certo e o amargo adoça a boca.
Eu espero que haja pureza e sinceridade, que não nos falte paixão, que o amor seja destino e não desilusão.
A poesia
A poesia é anarquista,
A poesia transcende o poema...
A poesia vai além da forma.
A poesia espalha-se na vida.
Uma pedra no caminho é poesia,
A Guernica de Picasso é poesia,
Assim como os homens nas ruas,
Há poesia em teus beijos...
E no teu silêncio há muito mais poesia
Do que em meus versos.
A poesia perde-se antes mesmo de nascer...
E nos encontra por acaso...
Nos poemas há só a poesia que podemos conter...
A pouca poesia...
Todo o resto se perde...
Se perde pelo teu corpo e na madrugada.
Se mistura a tanta angustia e solidão.
Revela-se na beleza.
Esconde-se na contramão.
E nisso os poetas vão...
Buscando a poesia em vão.
A poesia é livre...
Ela nos encontra e nos cativa.
Seja num verso certeiro como flecha
Seja numa cena repentina como um flash
Que nos emociona.
A poesia vai além do entender.
É um estado de espírito.
O que importa é sentir.
A poesia transcende o poema...
A poesia vai além da forma.
A poesia espalha-se na vida.
Uma pedra no caminho é poesia,
A Guernica de Picasso é poesia,
Assim como os homens nas ruas,
Há poesia em teus beijos...
E no teu silêncio há muito mais poesia
Do que em meus versos.
A poesia perde-se antes mesmo de nascer...
E nos encontra por acaso...
Nos poemas há só a poesia que podemos conter...
A pouca poesia...
Todo o resto se perde...
Se perde pelo teu corpo e na madrugada.
Se mistura a tanta angustia e solidão.
Revela-se na beleza.
Esconde-se na contramão.
E nisso os poetas vão...
Buscando a poesia em vão.
A poesia é livre...
Ela nos encontra e nos cativa.
Seja num verso certeiro como flecha
Seja numa cena repentina como um flash
Que nos emociona.
A poesia vai além do entender.
É um estado de espírito.
O que importa é sentir.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
A guerra
A guerra está perdida...
Ainda que perdida,
Batalhas precisam ser travadas.
A vida expirando pelo fio da navalha,
O sangue, a carne, o corte...
A democrática cena da morte,
Vindo a galope,
Vindo do norte...
A guerra está perdida,
Soldados fazem fila,
O estandarte das ideologias
Todas inúteis,
No escuro de uma noite fria,
Na noite escura e fria
Os homens são como bestas
Procurando outros corpos
Que lhes aqueçam.
Outras fomes
Que façam com que as suas fomes lhe pareçam menores,
Outros homens, ainda mais miseráveis,
Que façam com que suas vidas lhe pareçam melhores,
Ainda que perdida,
Batalhas precisam ser travadas.
A vida expirando pelo fio da navalha,
O sangue, a carne, o corte...
A democrática cena da morte,
Vindo a galope,
Vindo do norte...
A guerra está perdida,
Soldados fazem fila,
O estandarte das ideologias
Todas inúteis,
No escuro de uma noite fria,
Na noite escura e fria
Os homens são como bestas
Procurando outros corpos
Que lhes aqueçam.
Outras fomes
Que façam com que as suas fomes lhe pareçam menores,
Outros homens, ainda mais miseráveis,
Que façam com que suas vidas lhe pareçam melhores,
domingo, 2 de junho de 2013
Ainda te sinto...
Ainda
te sinto... Mesmo longe te sinto. Acho que antes de te conhecer já te
pressentia, era como se a vida tão acostumada a me tirar, pela primeira vez,
fosse me dar algo diferente, algo especial, algo como a gente... Coisa que quem
vive não consegue esquecer.
Ainda
te sinto... De olhos fechados, às cegas, como quem sente a chuva caindo, a lua
nascendo, o dia surgindo.
Ainda te sinto... Procuro-te no quarto escuro encontro teu cheiro em minha pele. Às vezes ouço teu coração bater distante.
Ainda te sinto... Procuro-te no quarto escuro encontro teu cheiro em minha pele. Às vezes ouço teu coração bater distante.
Ainda
te sinto... Sinto teu abraço, tua boca macia, tua cabeça pesando no meu peito.
Ainda
te sinto... Como quem sente o vento e o sol, as cores das estações se
misturando. Sinto-te, como o próprio amor, como o ardor de estar junto e a dor
de ter que partir e te ver ficar.
Ainda
te sinto... Perdida dentro do tempo, além dos meus dias, morando em cada hora
que me atormenta com a tua ausência. Habitas nos meus sonhos e te sonho na
minha vida, ocupando cada espaço vazio.
Ainda
te sinto... Na imensidão de um céu constelado e na terra que me firma.
Ainda
te sinto... Como sentem o frescor da água os que têm sede, o alimento aos que
tem fome, como sentem Deus os que têm fé.
Ainda
te sinto... Como uma manhã iluminada de verão, como uma saudade da infância,
como a minha alegria mais bonita.
Ainda
te sinto... E é como se minha boca ainda beijasse a tua, como se minhas mãos
achassem tua pele nua e o amor fosse o melhor resumo de nós dois.
Ainda
te sinto...
sábado, 1 de junho de 2013
Voltar no tempo.
Queria voltar no tempo... Voltar ao dia do teu nascimento e te trazer ao mundo, presentear-te com o abraço materno e com a luz que te fizeste abrir os olhos para as cores desse mundo. Ainda na infância, segurar a tua mão na insegurança dos teus primeiros passos, com ouvidos atentos ouvir tuas primeiras palavras e de braços abertos esperar teu abraço, quando acordasse de um pesadelo.
Queria voltar no tempo... Voltar e te proteger de todos os perigos que te cercaram, suprir toda a minha ausência ao longo dos dias que não estive ao teu lado, Habitar os lugares onde caminhastes sozinha, e na descoberta do primeiro amor estar lá a te dizer, que pra sempre serias minha. Minha, somente minha.
Queria voltar no tempo... Voltar ao dia que nos conhecemos, ver teu sorriso ainda tímido como a primavera prestes a desabrochar em flores, a ansiar na busca de te encontrar e não saber até quando... até quando seriamos felizes, ver teus olhos tentando fugir do destino certo que seriam meus olhos.
Queria voltar no tempo... Voltar até o frio na barriga do primeiro beijo, quando te segurei como quem prende, para que não quisesses partir, eram os meus braços a tua morada naquele instante.
Queria voltar no tempo... Voltar a noite que nos amamos, sentir minha pele tão próxima a tua, até tornasse impossível distinguir onde começávamos e onde terminávamos... E nesse dia, deixar nossos corpos adormecerem cansados de tanto nos amarmos... Aí então, queria parar o tempo... Imortalizar essa cena, e esperar o fim do mundo.
Queria voltar no tempo... Voltar e te proteger de todos os perigos que te cercaram, suprir toda a minha ausência ao longo dos dias que não estive ao teu lado, Habitar os lugares onde caminhastes sozinha, e na descoberta do primeiro amor estar lá a te dizer, que pra sempre serias minha. Minha, somente minha.
Queria voltar no tempo... Voltar ao dia que nos conhecemos, ver teu sorriso ainda tímido como a primavera prestes a desabrochar em flores, a ansiar na busca de te encontrar e não saber até quando... até quando seriamos felizes, ver teus olhos tentando fugir do destino certo que seriam meus olhos.
Queria voltar no tempo... Voltar até o frio na barriga do primeiro beijo, quando te segurei como quem prende, para que não quisesses partir, eram os meus braços a tua morada naquele instante.
Queria voltar no tempo... Voltar a noite que nos amamos, sentir minha pele tão próxima a tua, até tornasse impossível distinguir onde começávamos e onde terminávamos... E nesse dia, deixar nossos corpos adormecerem cansados de tanto nos amarmos... Aí então, queria parar o tempo... Imortalizar essa cena, e esperar o fim do mundo.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Quero
Quero querer-te todos os dias,
E amar-te mais nas noites frias...
O mundo não me entende amor,
Tão pouco eu o compreendo.
Mas nunca busquei a razão,
Como carro que me levasse a felicidade...
Pra mim, sempre foi mais importante sentir...
Por isso não bato na tua porta,
Eu invado tua vida sem hora marcada!
Não se planeja a felicidade...
A felicidade sempre nos acerta de forma inesperada.
Quero Beijar-te loucamente
Na tua boca afogar desejos,
Me perder em teus beijos,
Até que nada faça sentido,
Andar perdido sem saber até quando,
Te cantar canções, te escrever poemas
Te trazer como protagonista da minha cena.
Quero Levar-te em minhas asas,
Pra longe de tudo...
De tudo que não seja nós dois...
Das pessoas que querem que a gente fique pra depois
Eu não posso esperar...
O amor sempre nos acerta de forma inesperada.
...E nos meus versos,
Nos meus versos tristes...
Ninguém vai dizer,
Que o tempo passou,
Que o amor acabou,
Porque o que nos acerta de forma inesperada,
De certa forma, nunca passa...
E amar-te mais nas noites frias...
O mundo não me entende amor,
Tão pouco eu o compreendo.
Mas nunca busquei a razão,
Como carro que me levasse a felicidade...
Pra mim, sempre foi mais importante sentir...
Por isso não bato na tua porta,
Eu invado tua vida sem hora marcada!
Não se planeja a felicidade...
A felicidade sempre nos acerta de forma inesperada.
Quero Beijar-te loucamente
Na tua boca afogar desejos,
Me perder em teus beijos,
Até que nada faça sentido,
Andar perdido sem saber até quando,
Te cantar canções, te escrever poemas
Te trazer como protagonista da minha cena.
Quero Levar-te em minhas asas,
Pra longe de tudo...
De tudo que não seja nós dois...
Das pessoas que querem que a gente fique pra depois
Eu não posso esperar...
O amor sempre nos acerta de forma inesperada.
...E nos meus versos,
Nos meus versos tristes...
Ninguém vai dizer,
Que o tempo passou,
Que o amor acabou,
Porque o que nos acerta de forma inesperada,
De certa forma, nunca passa...
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Poetas
Noite a dentro, madrugada a fora,
Os medos passam nas ruas
Enquanto minha alma revela-se nua
Sob a luz da lua...
Dentro de mim a vastidão...
Um mar de solidão,
Escuridão sem fim.
Ao longe escuto poetas cantarem tristes
Amores que gostariam de amar,
Dores que tentam esquecer,
Sonhos que não se cansam de sonhar.
Os medos passam nas ruas
Enquanto minha alma revela-se nua
Sob a luz da lua...
Dentro de mim a vastidão...
Um mar de solidão,
Escuridão sem fim.
Ao longe escuto poetas cantarem tristes
Amores que gostariam de amar,
Dores que tentam esquecer,
Sonhos que não se cansam de sonhar.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Eterna entrega.
Sempre achei que o amor fosse eterna entrega. Amar... amar... e amar ainda, quando todos duvidarem, quando a vida botar a prova, quando o destino insistir em dizer não. Talvez por sentir o amor assim, eu não entenda aquelas pessoas que se dobram nas primeiras dificuldades, que renunciam ao direito de ser feliz com extrema facilidade. Amar sobretudo é um dádiva, um dom de morar no outro e ter o outro morando em si, é como sol que nasce logo após um dia nublado, o novo sol beijando a relva, é a chuva que molha a terra e vai escorrendo fenda após fenda impregnando-a, o vento beijando a pele causando calafrios, é noite densa, é mar aberto onde moram perigos, trágicos naufrágios, seguro abrigo, é doce abraço, meigo sorriso, é o valer a pena, o pagar pra ver, o sofrer, é o próprio ser... É o desespero das últimas horas, o princípio e o prólogo, são as quatro fases da lua, a solidão que assombra a madrugada das ruas, tua sombra despindo a tua imagem nua e sedutora... E com sorte, provemos disso uma ou duas vezes na vida.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Meu bem
Meu bem,
Talvez não diga todas as coisas que quero,
Nem queira repetir as coisas que já disse...
Não sei se conheço do mundo um terço,
Mas sei o mundo do terço que conheço...
Talvez eu me perca logo no começo
Ou quem sabe já comece pelo fim...
Há quem diga que eu morra de medo do amar
E quem jure que o amor morra de medo de mim...
Talvez não tenha lhe dito,
Mas teu abraço faz toda diferença
Minha alma se aconchega com tua presença...
E tua partida me faz querer morrer...
Talvez no teu sorriso se escondam segredos,
E que se revelem todos nos teus beijos...
E aí, é quando tudo parece que vai ficar bem
Mesmo quando estou mal, Mesmo quando a sorte não vem...
Meu Bem,
Talvez dessa vida eu nada saiba...
Mas entender da vida
Não nos ajuda na hora da entrega,
Viver é um eterno caminhar as cegas
E Saber do perigo do salto,
Não alivia a dor da queda.
Saber da maldade do mundo...
Não me livra do perigo que me cerca...
Talvez o tempo me tenha perdido...
Me lançado no nada, me quebrado feito vidro...
Talvez o ponteiro do meu relógio,
Esteja em alguma hora do passado
E em todo caso...
São tantos os acasos,
Que é difícil de entender,
Que tenha percorrer tantos caminhos longe de casa
E que nenhum me leve a você.
Talvez não diga todas as coisas que quero,
Nem queira repetir as coisas que já disse...
Não sei se conheço do mundo um terço,
Mas sei o mundo do terço que conheço...
Talvez eu me perca logo no começo
Ou quem sabe já comece pelo fim...
Há quem diga que eu morra de medo do amar
E quem jure que o amor morra de medo de mim...
Talvez não tenha lhe dito,
Mas teu abraço faz toda diferença
Minha alma se aconchega com tua presença...
E tua partida me faz querer morrer...
Talvez no teu sorriso se escondam segredos,
E que se revelem todos nos teus beijos...
E aí, é quando tudo parece que vai ficar bem
Mesmo quando estou mal, Mesmo quando a sorte não vem...
Meu Bem,
Talvez dessa vida eu nada saiba...
Mas entender da vida
Não nos ajuda na hora da entrega,
Viver é um eterno caminhar as cegas
E Saber do perigo do salto,
Não alivia a dor da queda.
Saber da maldade do mundo...
Não me livra do perigo que me cerca...
Talvez o tempo me tenha perdido...
Me lançado no nada, me quebrado feito vidro...
Talvez o ponteiro do meu relógio,
Esteja em alguma hora do passado
E em todo caso...
São tantos os acasos,
Que é difícil de entender,
Que tenha percorrer tantos caminhos longe de casa
E que nenhum me leve a você.
domingo, 19 de maio de 2013
Pensamento
Sempre me atirei de cabeça nas minhas relações, todas as vezes que amei foi de forma intensa, me rasgando, tomando porre, escrevendo te amo, te amo, te amo... nas paredes de casa, nos bilhetes que não envio... não sei amar aos pouquinhos, de forma comedida, admiro quem sabe, pois é uma virtude, mas no meu caso, nunca conheci um amor que não fosse maior que eu.
sábado, 18 de maio de 2013
Felicidade
Quando abrimos as portas da percepção, é que entendemos que o que é realmente importante é amar-se primeiro... todo o resto é só uma projeção de que a felicidade está no outro, que a grama do vizinho é mais verde, apenas uma forma de justificar que não aprendemos a admirar nosso própria beleza. Só quando nos fazemos felizes é que aprendemos como podemos contribuir para a felicidade alheia
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Oculto
Todo mundo tem um lado oculto o qual quer esquecer. Algum demônio escondido, algum pecado, algum prazer...Se algum ângulo nos revela, com certeza não é o da foto. Na imagem parecemos, No ângulo que nos revela somos... e a imagem imortalizada passa a ser uma espécie de contrato onde vendemos a alma em troca de uma dança em volta da fogueira das vaidades.Toda vez que abrimos a porta há uma sombra que não se mostra.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Por ser amor
Todos os dias o mundo te acha linda, isso é de fácil percepção. O que ninguem vê são os teus detalhes, teu jeito simples, teu sorriso sincero, o brilho dos teus olhos... As pessoas se acostumam com o convencional e acabam esquecendo do especial, e eu penso que quem persegue a glória na grandeza, as vezes esquece que por ser amor, já é maior.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Não devo nada!
Porra! tem dias que dá vontade de chutar o balde, sumir... encontrar algum lugar escondido e não sair de lá, buscar na escuridão o esconderijo de onde não se possa ser visto, e ao mesmo tempo encontrar nele o melhor mirante para ver estrelas...
Trago em mim, sentimentos sempre em excessos, eles não cabem em mim, por isso ando sempre transbordando, metendo os pés pelas mãos. Não espero bons julgamentos, nem prêmios por bom comportamento. Pouco importa as acusações de terceiros, é sempre mais fácil falar do que fazer, só quem está no campo de batalha pode sentir o cheiro da guerra, bons soldados vencem os combates, os generais apenas brincam de Deus, e todo o resto é falácia e ganância.
Por isso, não luto por bandeiras e não defendo rótulos. A normalidade da humanidade é a própria diversidade e enquanto não compreendermos isso, a solidão será sempre nossa melhor colônia de férias, e todo resto é enganação... a mascara que esconde o rosto, a multidão que esconde o vazio, a engenhosidade enganadora do truque, face a beleza da mágica.
A vitória ou a derrota são só ilusões, apenas estagios da mesma caminhada e tudo pode mudar num golpe de sorte, numa cartada certa, numa aposta de tudo ou nada... E muitos dirão que estar por um fio é viver entre o desespero e a sanidade, e eu vos direi: De certo que sim, mas na loucura há tamanha beleza, ver o que ninguem mais vê, e na sanidade por muitas vezes há uma prisão chamada monotonia, onde o mais importante é fechar os olhos pra o que nos cerca.
Ao que me cobram, eu não devo nada! não devo nada aos que nada me deram e esperam muito de mim em troca, não devo nada as bocas que me maldizem e aos olhos que me invejam, não devo nada a essa gente regressista que vive refém de uma moral que não seguem, não devo nada a quem me abandonou no meio da caminhada e compareceu apenas na hora da chegada. Mas desde já aviso: pra quem eu devo, sou de boa paga.
Trago em mim, sentimentos sempre em excessos, eles não cabem em mim, por isso ando sempre transbordando, metendo os pés pelas mãos. Não espero bons julgamentos, nem prêmios por bom comportamento. Pouco importa as acusações de terceiros, é sempre mais fácil falar do que fazer, só quem está no campo de batalha pode sentir o cheiro da guerra, bons soldados vencem os combates, os generais apenas brincam de Deus, e todo o resto é falácia e ganância.
Por isso, não luto por bandeiras e não defendo rótulos. A normalidade da humanidade é a própria diversidade e enquanto não compreendermos isso, a solidão será sempre nossa melhor colônia de férias, e todo resto é enganação... a mascara que esconde o rosto, a multidão que esconde o vazio, a engenhosidade enganadora do truque, face a beleza da mágica.
A vitória ou a derrota são só ilusões, apenas estagios da mesma caminhada e tudo pode mudar num golpe de sorte, numa cartada certa, numa aposta de tudo ou nada... E muitos dirão que estar por um fio é viver entre o desespero e a sanidade, e eu vos direi: De certo que sim, mas na loucura há tamanha beleza, ver o que ninguem mais vê, e na sanidade por muitas vezes há uma prisão chamada monotonia, onde o mais importante é fechar os olhos pra o que nos cerca.
Ao que me cobram, eu não devo nada! não devo nada aos que nada me deram e esperam muito de mim em troca, não devo nada as bocas que me maldizem e aos olhos que me invejam, não devo nada a essa gente regressista que vive refém de uma moral que não seguem, não devo nada a quem me abandonou no meio da caminhada e compareceu apenas na hora da chegada. Mas desde já aviso: pra quem eu devo, sou de boa paga.
domingo, 12 de maio de 2013
Para um grande amigo...
Acho que o verdadeiro sentido da amizade não esteja na
troca, mas ao contrário, na doação. Amizade e sinceridade são palavras afins,
que quando dividem o mesmo contexto desconhecem a separação.
São nos momentos mais sem sentido, quando no meio do nada duas almas errantes
fazem de um dia comum, um motivo para a celebração é que se vê, não o sentido, mas o verdadeiro sentir dessa viagem estranha que chamam de vida... Afinal, estar vivo e ter
com quem compartilhar um bom gole de um vinho barata e filosofia puritana, ou o
desespero de estar hotel de quinta, são motivos que merecem sempre serem celebrados,
porque ambos jamais serão esquecidos.
... E todos que não conseguem enxergar a beleza que vai além
da superfície, e não se importam com o valor de um sorriso ou de alguma lagrima
compartilhada, jamais conseguirão entender que grandes amigos são feitos de
pequenos gestos...
Sempre teremos dias e mais dias de luta, dias e mais dias de
caos, pouca fé, descrédito social e quase nenhuma grana. Mas, o que me motiva, é saber que a coragem que tenho nessa guerra,
vem da bravura de quem luta do meu lado, dessa gente que trago comigo e que vê
a grandiosidade das coisas simples dessa vida que passa depressa demais.
É esse o tipo de gente que me interessa, gente que sabe que daqui nada se leva, e
a única coisa que fica são as histórias, os momentos de perigo, alegria e medo
que só quem viveu sabe o valor que tem. Muita coisa hoje vende no atacado, mas
um amigo irmão de verdade, não se compra as dúzias, é artigo raro, tá sempre em
falta no mercado.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Pecado
Não peço que me perdoe,
Quando peco é por prazer,
E quanto mais me é proibido,
Sinto que preciso.
Não peço que me perdoe,
Quando peco é por tua atenção.
Me abandonastes nesse mundo,
Onde não encontro razão.
E se de dia sou o demônio,
A noite sou temível anjo...
Não peço que me perdoe,
Quando peco é por amor
...E o amor com amor se paga...
Essa é a unica moeda que aceito.
Não peço que me perdoe
Quando peco é por desespero
Pois só vivo de extremos,
Desconheço meios termos.
Se dia sou o teu pecado,
A noite sou tua redenção...
Não peço que me perdoe
Quando peco é em segredo...
Longe dos olhos cuiosos,
Perto do teu coração.
Não peço que me perdoe,
Quando peco é por desejo...
O perdão é a caridade da alma,
E a mim só interessam teus beijos...
Se de dia te queimo como o inferno,
À noite te cheiro a paraíso...
Quando peco é por prazer,
E quanto mais me é proibido,
Sinto que preciso.
Não peço que me perdoe,
Quando peco é por tua atenção.
Me abandonastes nesse mundo,
Onde não encontro razão.
E se de dia sou o demônio,
A noite sou temível anjo...
Não peço que me perdoe,
Quando peco é por amor
...E o amor com amor se paga...
Essa é a unica moeda que aceito.
Não peço que me perdoe
Quando peco é por desespero
Pois só vivo de extremos,
Desconheço meios termos.
Se dia sou o teu pecado,
A noite sou tua redenção...
Não peço que me perdoe
Quando peco é em segredo...
Longe dos olhos cuiosos,
Perto do teu coração.
Não peço que me perdoe,
Quando peco é por desejo...
O perdão é a caridade da alma,
E a mim só interessam teus beijos...
Se de dia te queimo como o inferno,
À noite te cheiro a paraíso...
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Nosso caso
Tenho percebido nos últimos dias como um sorriso pode se transformar na coisa mais importante do mundo, como tudo pode mudar de repente e o que antes estava longe, hoje parece tão perto, e mesmo com toda essa ausência saber que vou te encontrar esteja onde estiver, faz dos meus pesados dias, e das longas horas algo mais acalentador e suportável.
Admito, que talvez não saiba como lidar com tudo isso, é tudo muito novo, e o novo quase sempre nos assusta, mas não pelo simples fato de ser inédito. Mas sim, porque também pode ser melhor, melhor do que foi antes, melhor do que qualquer experiência que eu possa ter. O novo é sempre uma caixa de surpresa, e eu o adoro quando me faz sorrir.
Queria te dizer tanta coisa, tudo que ainda não foi dito, tudo que nenhum homem já te disse ou vai dizer na loucura dessa vida, mas não seria o bastante... pois não se pode dizer num único instante o que levaria a eternidade para traduzir... então que bom que ainda temos tempo... pra nos escondermos e nos encontramos pelas esquinas dessa vida... de outras quem sabe... quem sabe aí, eu tenha coragem pra te dizer tudo que sinto, ou você sabedoria para ler tudo que calo.
E muitas noites ainda virão... e meus olhos estarão fixos a te perseguir, fixos em tua boca... até que teus lábios me toquem, e eu os feche na esperança de que certas coisas nunca mais mudem...
Admito, que talvez não saiba como lidar com tudo isso, é tudo muito novo, e o novo quase sempre nos assusta, mas não pelo simples fato de ser inédito. Mas sim, porque também pode ser melhor, melhor do que foi antes, melhor do que qualquer experiência que eu possa ter. O novo é sempre uma caixa de surpresa, e eu o adoro quando me faz sorrir.
Queria te dizer tanta coisa, tudo que ainda não foi dito, tudo que nenhum homem já te disse ou vai dizer na loucura dessa vida, mas não seria o bastante... pois não se pode dizer num único instante o que levaria a eternidade para traduzir... então que bom que ainda temos tempo... pra nos escondermos e nos encontramos pelas esquinas dessa vida... de outras quem sabe... quem sabe aí, eu tenha coragem pra te dizer tudo que sinto, ou você sabedoria para ler tudo que calo.
E muitas noites ainda virão... e meus olhos estarão fixos a te perseguir, fixos em tua boca... até que teus lábios me toquem, e eu os feche na esperança de que certas coisas nunca mais mudem...
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Paixão
Quero me apaixonar perdidamente,
Apaixonar-me mil vezes
E ainda assim, mais uma vez de repente...
Quero a insegurança de não saber até quando...
E os namoros escondidos de toda a gente
Quero teus lábios molhados de desejo,
Ansiar em busca perdida por teus beijos...
e mesmo depois que encontra-los,
Quero desejá-los ainda mais...
Não quero amar-te...
Não quero a calma das aguas claras
Prefiro as noites de tormenta,
Onde só espero que me queiras
E em troca nada me peça
Não quero que me ame pela eternidade
Não te condenaria a tal pena,
Na paixão encontro campos abertos,
Vou apenas onde quero...
No amor só há castelos,
De muros firmes,
Mas logo a rotina vem e nos sufoca
E onde antes era seguro,
Não há mais portas
Agora só há, grades e muros
E fico preso...
Por isso, não te amarei eternamente...
Não me condenaria a tal pena...
Apaixonar-me mil vezes
E ainda assim, mais uma vez de repente...
Quero a insegurança de não saber até quando...
E os namoros escondidos de toda a gente
Quero teus lábios molhados de desejo,
Ansiar em busca perdida por teus beijos...
e mesmo depois que encontra-los,
Quero desejá-los ainda mais...
Não quero amar-te...
Não quero a calma das aguas claras
Prefiro as noites de tormenta,
Onde só espero que me queiras
E em troca nada me peça
Não quero que me ame pela eternidade
Não te condenaria a tal pena,
Na paixão encontro campos abertos,
Vou apenas onde quero...
No amor só há castelos,
De muros firmes,
Mas logo a rotina vem e nos sufoca
E onde antes era seguro,
Não há mais portas
Agora só há, grades e muros
E fico preso...
Por isso, não te amarei eternamente...
Não me condenaria a tal pena...
segunda-feira, 29 de abril de 2013
pensamento
Sempre achei que não estava preparado para viver nesse mundo, antes eu tinha a impressão que de alguma forma inconsequênte Deus, ou sei lá quem, havia me atirado aqui, sem um anjo pra dividir as minhas dores, sem nenhum manual de sobrevivência, apenas um estranho no ninho.
Depois de um tempo passei a entender as coisas de um modo um pouco diferente. Talvez quem me jogou aqui, seja mesmo um irresponsável e inconsequente. Mas não porque não estou preparado para o mundo, é esse mundo que não está preparado pra mim. Fujo a toda frieza e indiferença que hoje é tão banal, amo demais, rio sem motivo, choro no cinema, saio na chuva e fico em casa num sabado de sol... Definivamente não sou comum, mas não vejo nisso problema algum.
Detesto as superficialidades porque me acostumei a ir a fundo nas minhas relações, lá onde me falta o ar, onde respirar é um ato de desespero e não um movimento involuntário... e só assim, entre o desespero de um último fôlego e a beleza do último mergulho atrás do desconhecido é que se pode dizer que apesar de tantas mazelas, viver é uma experiência incrível.
Depois de um tempo passei a entender as coisas de um modo um pouco diferente. Talvez quem me jogou aqui, seja mesmo um irresponsável e inconsequente. Mas não porque não estou preparado para o mundo, é esse mundo que não está preparado pra mim. Fujo a toda frieza e indiferença que hoje é tão banal, amo demais, rio sem motivo, choro no cinema, saio na chuva e fico em casa num sabado de sol... Definivamente não sou comum, mas não vejo nisso problema algum.
Detesto as superficialidades porque me acostumei a ir a fundo nas minhas relações, lá onde me falta o ar, onde respirar é um ato de desespero e não um movimento involuntário... e só assim, entre o desespero de um último fôlego e a beleza do último mergulho atrás do desconhecido é que se pode dizer que apesar de tantas mazelas, viver é uma experiência incrível.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Partindo...
Eu imagino que você deva tá com tanto medo... Medo de ir embora, medo de não saber pra onde ir, medo de crescer, medo do preço que vão lhe cobrar pra ser feliz. Mas não te assutes, não és o primeiro pássaro a sair do ninho, muitos, antes mesmo de aprenderem a voar, caem. E aí estão sós, por sí. Alegra-te, por não está sozinha, embora o mundo seja muito duro, nada apaga aquelas tardes na escada, aqueles sorrisos e abraços, teus dias dividindo a mesa, o quarto, as experiencias da vida.... Comigo. O que conquistamos é nosso.
Ahh... a vida, a vida de verdade começa agora, antes era tudo sonho, era a juventude, a inesquecível juventude... Mas ninguem pode se esquivar do porvir. Admito que é difícil falar com os olhos molhados, minhas lagrimas falam muito mais, partir é um pouco estar partido, pela metade sabe?
Queria poder te abraçar, como se o meu abraço pudesse falar tudo que não consigo transpor em palavras, justamente por está além delas, e tranformar em ato, tudo aquilo que de tão puro se torna intrasnponível aos signos... Queria dar-te um pedaço meu, para que nunca mais nos perdessemos, pelo resto da eternidade.
Sei, ah eu sei que nada do que eu diga ou faça é bastante pra agradecer... mas agora é hora de voar, de seguir, ainda que me falte algo, Espero que partir não seja sinônimo de Adeus, que te encontrar seja questão de tempo, porque o que é verdadeiro permanece.
Foi um prazer, foi um amor, foi um acaso encontrar você.
Ahh... a vida, a vida de verdade começa agora, antes era tudo sonho, era a juventude, a inesquecível juventude... Mas ninguem pode se esquivar do porvir. Admito que é difícil falar com os olhos molhados, minhas lagrimas falam muito mais, partir é um pouco estar partido, pela metade sabe?
Queria poder te abraçar, como se o meu abraço pudesse falar tudo que não consigo transpor em palavras, justamente por está além delas, e tranformar em ato, tudo aquilo que de tão puro se torna intrasnponível aos signos... Queria dar-te um pedaço meu, para que nunca mais nos perdessemos, pelo resto da eternidade.
Sei, ah eu sei que nada do que eu diga ou faça é bastante pra agradecer... mas agora é hora de voar, de seguir, ainda que me falte algo, Espero que partir não seja sinônimo de Adeus, que te encontrar seja questão de tempo, porque o que é verdadeiro permanece.
Foi um prazer, foi um amor, foi um acaso encontrar você.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Raulzito já dizia
Ando cansado das mesmices, do muito óbvio, do fácil... E o que mais me impressiona é que meu grito parece ecoar sozinho nesse infinito universo, será que sou mesmo eu o estranho a toda gente? se for, melhor assim... Não quero me misturar nesse mesmo saco cafona de farinha...
Raulzito, já dizia "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...", parece que nesse vasto mundo só o raul me entendia, e eu, passo a entender cada dia mais o significado de ser um "maluco beleza."
Raulzito, já dizia "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...", parece que nesse vasto mundo só o raul me entendia, e eu, passo a entender cada dia mais o significado de ser um "maluco beleza."
domingo, 14 de abril de 2013
Carta ao oriente
Não sei se na correria dessa vida você tem tido tempo para ler a mim, te sinto distante, sou egoista e não me acostumo a tua falta, mesmo que para você ela seja sadia e necessária... Mas será mesmo que em algum momento já foi diferente, já estivemos juntos, ou só sabemos nos encontrar naquilo que nos é ausente?
Certo é que longe ou perto, ficção ou realidade, eu creio em ti e a nossa relação passa a ser irracional, porque creio. Creio como os fieis creem em Deus e os esperançosos no amor... não preciso te tocar, não preciso te ver... mas não abro mão de te sentir.
Certo é que longe ou perto, ficção ou realidade, eu creio em ti e a nossa relação passa a ser irracional, porque creio. Creio como os fieis creem em Deus e os esperançosos no amor... não preciso te tocar, não preciso te ver... mas não abro mão de te sentir.
sábado, 13 de abril de 2013
A era do desapego com d de depressão
a era do desapego com d de depressão,
pego, finjo que nego,
esqueço e deixo ir...
depressa ao fundo do poço,
deprimido entre planaltos e novos ares
Caatingas da alma e depressões...
Atmosfera de biotipos,
quase singelos, todos gélidos
quase uma tragédia, mas todos riem...
senso de humor na falta de bom senso...
pego, finjo que nego...
desapego do que despreso,
me encontro preso a tudo aquilo que amo
depressa, passam os carros
depressa, homens perdem os bondes
"que passam cheios de pernas"
"que passam cheio de pernas"
nessa era do desapego com d de depressão
depressa, me deprimo...
pego, finjo que nego.
pego, finjo que nego,
esqueço e deixo ir...
depressa ao fundo do poço,
deprimido entre planaltos e novos ares
Caatingas da alma e depressões...
Atmosfera de biotipos,
quase singelos, todos gélidos
quase uma tragédia, mas todos riem...
senso de humor na falta de bom senso...
pego, finjo que nego...
desapego do que despreso,
me encontro preso a tudo aquilo que amo
depressa, passam os carros
depressa, homens perdem os bondes
"que passam cheios de pernas"
"que passam cheio de pernas"
nessa era do desapego com d de depressão
depressa, me deprimo...
pego, finjo que nego.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
tão só...
é que eu tou tão só,
que vou acabar pirando,
sair por aí, andando
e bater na porta da tua casa
é que tou tão perdido
com o coração aflito,
- vem me encontrar...
só você que me entende...
não me manda embora,
esquece essa coisa de hora,
e deixa a eternidade entrar
ah... me diz o que fazer,
me leva daqui...
me leva pra ti...
não me abandona nunca mais...
que vou acabar pirando,
sair por aí, andando
e bater na porta da tua casa
é que tou tão perdido
com o coração aflito,
- vem me encontrar...
só você que me entende...
não me manda embora,
esquece essa coisa de hora,
e deixa a eternidade entrar
ah... me diz o que fazer,
me leva daqui...
me leva pra ti...
não me abandona nunca mais...
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Tanta coisa
Eu quero tanta coisa,
Quero tudo ao mesmo tempo
Teu sorriso de manhã
Teu cheiro ao acordar,
Quero sair de casa e ainda assim,
Encontrar um lar ao retornar
Se você pudesse me dizer alguma coisa o que seria?
Depois de tudo,
Há tanto por ser dito...
Se você pudesse ir pra longe daqui, pra onde iria?
Será que lá, eu também existiria?
A te infernizar, e te levar pro céu...
Confundir tudo,
Levar semanas num quarto de hotel...
Mas eu quero tanta coisa,
sem começo, meio ou fim...
Nossa lógica sem pé nem cabeça
Ganhar o jogo virando a mesa...
Ahh... difícil de entender
que com braços tão curtos,
Eu tente abraçar o mundo...
Quero tudo ao mesmo tempo
Teu sorriso de manhã
Teu cheiro ao acordar,
Quero sair de casa e ainda assim,
Encontrar um lar ao retornar
Se você pudesse me dizer alguma coisa o que seria?
Depois de tudo,
Há tanto por ser dito...
Se você pudesse ir pra longe daqui, pra onde iria?
Será que lá, eu também existiria?
A te infernizar, e te levar pro céu...
Confundir tudo,
Levar semanas num quarto de hotel...
Mas eu quero tanta coisa,
sem começo, meio ou fim...
Nossa lógica sem pé nem cabeça
Ganhar o jogo virando a mesa...
Ahh... difícil de entender
que com braços tão curtos,
Eu tente abraçar o mundo...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Canção da terra do nunca
Enquanto o Estado
finge não saber dessa carnificina,
O planalto continua alimentando suas aves de rapina,
Com o pão nosso de cada dia...
Dá-me fé irmão...
Dá-me o pão...
Dá-me a mão...
É eu sei, é difícil acreditar,
Que vai mudar,
A população cresce em desespero
Enquanto uns mamam nas tetas do governo
Outros não tem onde mamar...
Enquanto uns nascem pra morrer
Outros nascem pra matar...
Morrer de fome...
Matar a sede...
Morrer na praia...
Matar o próximo...
A população cresce em ignorância
E eu me lembro de ser criança
E não ter onde morar...
Nasci no mundo irmão
Eu sou do mundo cão
Não Tiro os pés do chão
O que sobrou.
De todos os velhos discos
só me sobrou aquela
canção
Dos mais belos sorrisos
só me sobrou você...
De todos os dias vividos,
restaram apenas alguns minutos...
Pra te dizer tanta coisa...
Vem , volta agora...
Ignora, já é hora de se libertar
Desse mar de solidão que nos afoga.
Se amar é tão mais fácil,
Pra que reviver tantas dores do passado
Se amar é tão mais raro...
Ninguém reparou,
Os sorrisos amarelados das fotografias
Eu quero gargalhadas de felicidade
A vida real no quarto ao lado...
O toque, o tato, a sensação
Pé na estrada, coração na mão...
Nossos sonhos se perdendo pela contradição,
De estarmos sós nos cruzando por aí...
Brincando de amar...
Fingindo ser feliz...
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