Em que pese a vida ande em cursos,
Prefiro a trágica comédia das ações falhas,
Ao melodramático fim dos discursos
Que me embebedam com suas frases de efeitos...
Nunca escondi quão mais reais são teus defeitos,
Tuas dúvidas e contradições...
Teu abismo em quem me atirastes
Para que dentro de tí,
Andasse eu cego, as tortas, as tantas...
E não me espanta teu egoismo em amar...
Não entendes nada do amor...
Não sabes nada de dar...
Ao contrario.. com as mãos abertas...
Queres receber de mim...
O pouco que guardo, do muito que sinto
E que posso te ofertar...
Espero que seja mais útil a tua carência...
Pois em mim transborda...
É essência..
Em verso, prosa, poesia...
Em silêncio...
E dentro do silencio abismal dos teus abraços
Descobri que,
Ama-se por amar...
Ama-se pra ser ridículo e lúdico...
Ama-se porque impossível seria não amar...
Ah... esse nada democrático amor...
Que te impõe a mim,
Que me governa, ante toda resistência vã.
domingo, 6 de dezembro de 2015
sábado, 17 de outubro de 2015
Tudo é o que parece (efeito da aparência)
Foda-se, o problema é que eu quero tudo do meu jeito, eu sei... eu sei... isso não tá certo, qual a importância do certo sem o errado. Foda-se. Tem que ser autêntico, tem que dar a cara pra bater, tem que ter culhão e é isso que tenho tentado ser e fazer. Quando todo mundo corre, eu paro. Quando todo mundo para eu corro.
A droga é essa sensação de estar sozinho no mundo, não sigo tendências, não bato metas, não trabalho oito horas de um dia miserável. Se sou inútil? não, não sou. Inútil são eles, que maldizem e não sabem o motivo, gastam suas vidas miseráveis produzindo uma riqueza que não compreendem e sequer usufruem.
Vejo nas ruas carros iguais, roupas iguais, mentes iguais, todos ocupados demais olhando as telas dos seus celulares ultramodernos, Nada mais chato. Nada mais primitivo. Onde há gente de verdade? o que fizemos com as almas? o que é, e onde está a arte? onde está a originalidade?
Acho que caminhamos para a regressão, não a regressão econômica ou cientifica, mas a espiritual... não temos mais tempo para nos conectarmos com a essência, tudo agora é aparência, Aquela expressão "nada é o que parece" acabou virando uma contradição em termos, as pessoas estão se tornando cada vez mais as suas futilidades, a tal ponto que, se tirarmos as mascaras perdemos os rostos.
Deve ser mesmo uma conclusão muito difícil de se chegar, que só levamos da vida a vida que levamos, que tudo passa depressa demais... Mas somos seres cheios de sentimentos mesquinhos, egoísmos, vaidades, usura... talvez tenhamos sido expulsos do Céu com os anjos caídos... talvez mereçamos esse inferno.
A droga é essa sensação de estar sozinho no mundo, não sigo tendências, não bato metas, não trabalho oito horas de um dia miserável. Se sou inútil? não, não sou. Inútil são eles, que maldizem e não sabem o motivo, gastam suas vidas miseráveis produzindo uma riqueza que não compreendem e sequer usufruem.
Vejo nas ruas carros iguais, roupas iguais, mentes iguais, todos ocupados demais olhando as telas dos seus celulares ultramodernos, Nada mais chato. Nada mais primitivo. Onde há gente de verdade? o que fizemos com as almas? o que é, e onde está a arte? onde está a originalidade?
Acho que caminhamos para a regressão, não a regressão econômica ou cientifica, mas a espiritual... não temos mais tempo para nos conectarmos com a essência, tudo agora é aparência, Aquela expressão "nada é o que parece" acabou virando uma contradição em termos, as pessoas estão se tornando cada vez mais as suas futilidades, a tal ponto que, se tirarmos as mascaras perdemos os rostos.
Deve ser mesmo uma conclusão muito difícil de se chegar, que só levamos da vida a vida que levamos, que tudo passa depressa demais... Mas somos seres cheios de sentimentos mesquinhos, egoísmos, vaidades, usura... talvez tenhamos sido expulsos do Céu com os anjos caídos... talvez mereçamos esse inferno.
Murmúrios
Hoje era um verso,
Imerso em inconstância,
Dos teus braços ao abandono
Me diga,
Qual o propósito de tuas mentiras?
Por quem brilham teus olhos negros?
Noite em treva,
Escuridão da terra fértil.
Infértil foi esse amor,
Que não progrediu, Que não renasceu...
E na boca onde ontem morava o teu sorriso,
Agora há só um murmúrio de Adeus.
domingo, 4 de outubro de 2015
Poesia Marginal
Numa dessas noites, a minha poesia veio a mim...
Era o nada, o vazio, a própria noite.
Era eu o poeta,
Cantador das dores maiores, dos amores melhores
Era eu...
Minha poesia veio a mim...
E agora era tudo, era o mundo
Turvo, confuso, mecânico...
E ainda assim era o canto, o vento, o pranto
Veio como Deus, desceu do céu
Como uma pomba branca
Trazendo a salvação.
Veio a mim, que não creio...
Veio a mim, que peco em blasfêmias e bordeis...
Mas tudo podia suportar,
Minhas blasfêmias e minhas putas,
O mau cheiro das ruas e os maus tratos dos homens
A se confundir por entre as pernas dos metrôs,
E a densa fumaça que sai carros e me sufoca
Num dia quente qualquer de outono.
Era a arte... o Sentimento se dilatando no branco do papel
Enquanto o ponteiro corria...
Enquanto o tempo passava...
Eu naquela hora não sabia,
Mas a poesia que nascia em mim
Era o que me inquietava.
O menino faminto era a minha poesia...
E as paredes pichadas na solidão das ruas,
Que se confundem entre os becos e vielas
Nas favelas que crescem e se proliferam como pragas
Era o toque no corpo daquelas mulheres nuas,
Nos lençóis imundos
Era a noite, era o dia
A seca, a melodia
Que me iludia
E não rimava com rima alguma
Era o Verso ao avesso.
Um corte que jorrava
O medo que espreitava
Por detrás das sombras
Era o branco que a luz escondia...
Era o nada, o vazio, a própria noite.
Era eu o poeta,
Cantador das dores maiores, dos amores melhores
Era eu...
Minha poesia veio a mim...
E agora era tudo, era o mundo
Turvo, confuso, mecânico...
E ainda assim era o canto, o vento, o pranto
Veio como Deus, desceu do céu
Como uma pomba branca
Trazendo a salvação.
Veio a mim, que não creio...
Veio a mim, que peco em blasfêmias e bordeis...
Mas tudo podia suportar,
Minhas blasfêmias e minhas putas,
O mau cheiro das ruas e os maus tratos dos homens
A se confundir por entre as pernas dos metrôs,
E a densa fumaça que sai carros e me sufoca
Num dia quente qualquer de outono.
Era a arte... o Sentimento se dilatando no branco do papel
Enquanto o ponteiro corria...
Enquanto o tempo passava...
Eu naquela hora não sabia,
Mas a poesia que nascia em mim
Era o que me inquietava.
O menino faminto era a minha poesia...
E as paredes pichadas na solidão das ruas,
Que se confundem entre os becos e vielas
Nas favelas que crescem e se proliferam como pragas
Era o toque no corpo daquelas mulheres nuas,
Nos lençóis imundos
Era a noite, era o dia
A seca, a melodia
Que me iludia
E não rimava com rima alguma
Era o Verso ao avesso.
Um corte que jorrava
O medo que espreitava
Por detrás das sombras
Era o branco que a luz escondia...
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Me deixar
Sei que cedo ou tarde você vai me deixar.
Mas me deixa da forma certa,
Sem que eu perceba,
Aos pouquinhos...
Deixa que eu durma, antes que tu saias...
Quero morar em meus sonhos.
Deixa eu acreditar que o tempo cura tudo,
Que o destino uma hora ou outra ainda nos liga.
Me Deixa...
Mas deixa também teu cheiro em minha cama,
Teu riso em minha casa,
Esquece uma peça de roupa no corredor
Como quem não quer nada,
Como quem ainda volta
Numa dessas voltas que a vida dá.
Me deixa,
Mas esquece a porta aberta,
A escova no banheiro.
Deixa o telefone ligado...
Me liga quando estiver com medo, o cansada
Me deixa...
Mas antes, deixa eu também te esconder nesse verso,
Como quem guarda um segredo,
Que só a poesia é capaz de guardar.
Mas me deixa da forma certa,
Sem que eu perceba,
Aos pouquinhos...
Deixa que eu durma, antes que tu saias...
Quero morar em meus sonhos.
Deixa eu acreditar que o tempo cura tudo,
Que o destino uma hora ou outra ainda nos liga.
Me Deixa...
Mas deixa também teu cheiro em minha cama,
Teu riso em minha casa,
Esquece uma peça de roupa no corredor
Como quem não quer nada,
Como quem ainda volta
Numa dessas voltas que a vida dá.
Me deixa,
Mas esquece a porta aberta,
A escova no banheiro.
Deixa o telefone ligado...
Me liga quando estiver com medo, o cansada
Me deixa...
Mas antes, deixa eu também te esconder nesse verso,
Como quem guarda um segredo,
Que só a poesia é capaz de guardar.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Ensaio sobre a violência
A violência demonstra-se um fenômeno crescente na nossa realidade, mas está longe de ser apenas um problema de segurança pública, trata-se sim de um problema que tem sua origem na esfera social do indivíduo delinquente, pelo menos em sua maioria. Basta observar-mos que à medida que a população dos bairros periféricos crescem, a miséria e a violência crescem juntos.
Ainda que se viva em tempos de evolução econômica, se o bolo não for equitativamente partido, não haverá policia que contenha a fúria dos desafortunados. A violência é apenas a ferida, o tapa na cara da sociedade, mas da carne ao corte, a origem da chaga é muito mais profunda e refinada, de difícil combate. Engana-se quem pensa que a politica da repressão e do medo são o caminho, as favelas produzem centenas de homens bombas todos os dias, homens que nascem entre o lodo e a fome, fascinados e pelas coisas que sempre lhes foram negadas e que geram o efeito "Hidra", para cada um homem morto, nascem três cabeças mais.
Eu sei Caro leitor, são tempos difíceis. Mas será que você já se perguntou qual o seu papel nessa Barbárie? você que vive num pais que orgulha-se de ter um "jeitinho" particular, que assiste ao furto de bilhões dos cofres públicos, e censura, mas não deixa de também furar uma fila, levar vantagem no troco, parar na vaga do deficiente.
A Constituição, estabelece como objetivo da República a construção de um Sociedade livre, justa e solidária, Temos revindicado o bônus de uma vida livre e justa, mas temos sido solidários? temos pagado o ônus que nos cabe?
O problema do outro é sempre do outro. E daí se ele não come? E daí se ele não bebe? Se falta escola? Se falta Saúde? Se ele Não tem onde morar? Esquecemos que a vida em sociedade faz com que a vida do outro invariavelmente influa na minha, ou seja, faz com que a miséria do outro respingue em mim, que acho que não tenho nada com isso, que coloco a culpa no governo, e esqueço o Governo sou eu.
Se queremos mudanças, temos que aproximar a periferia do centro, entender que a repressão é a ultima razão, a solução está na educação, no combate a marginalização do pobre, do preto. Saber que a corrupção mata muito mais, desde os milhões do lava jato, ao troco no mercado. De nada adianta indignação sem ação.
Ainda que se viva em tempos de evolução econômica, se o bolo não for equitativamente partido, não haverá policia que contenha a fúria dos desafortunados. A violência é apenas a ferida, o tapa na cara da sociedade, mas da carne ao corte, a origem da chaga é muito mais profunda e refinada, de difícil combate. Engana-se quem pensa que a politica da repressão e do medo são o caminho, as favelas produzem centenas de homens bombas todos os dias, homens que nascem entre o lodo e a fome, fascinados e pelas coisas que sempre lhes foram negadas e que geram o efeito "Hidra", para cada um homem morto, nascem três cabeças mais.
Eu sei Caro leitor, são tempos difíceis. Mas será que você já se perguntou qual o seu papel nessa Barbárie? você que vive num pais que orgulha-se de ter um "jeitinho" particular, que assiste ao furto de bilhões dos cofres públicos, e censura, mas não deixa de também furar uma fila, levar vantagem no troco, parar na vaga do deficiente.
A Constituição, estabelece como objetivo da República a construção de um Sociedade livre, justa e solidária, Temos revindicado o bônus de uma vida livre e justa, mas temos sido solidários? temos pagado o ônus que nos cabe?
O problema do outro é sempre do outro. E daí se ele não come? E daí se ele não bebe? Se falta escola? Se falta Saúde? Se ele Não tem onde morar? Esquecemos que a vida em sociedade faz com que a vida do outro invariavelmente influa na minha, ou seja, faz com que a miséria do outro respingue em mim, que acho que não tenho nada com isso, que coloco a culpa no governo, e esqueço o Governo sou eu.
Se queremos mudanças, temos que aproximar a periferia do centro, entender que a repressão é a ultima razão, a solução está na educação, no combate a marginalização do pobre, do preto. Saber que a corrupção mata muito mais, desde os milhões do lava jato, ao troco no mercado. De nada adianta indignação sem ação.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
O Amor deve ser outra coisa
O amor deve ser outra coisa.
Outra coisa que não isto ou aquilo,
Que não teus cabelos compridos
Caindo sobre teus olhos,
Deve ser outros olhos que eu ainda não ví.
Deve ser outra coisa que não teus abraços,
Deve se esconder em outras bocas,
Que beijam outros beijos,
Mas que coisa louca é essa,
Que sempre te coloca em meus desejos?
Não deve ser amor,
Porque que o amor deve ter outro cheiro,
Que eu não conheça.
Deve ter outro endereço,
Que não a ruas das flores, 62, casa
Deve ter outro numero que eu não saiba,
Outra cama que não me caiba.
O amor deve ser outra coisa
Que não esse meu querer
Deve ter outra roupa que eu não goste...
Deve viver junto e não à míngua...
Pode ser que eu não o entenda.
Deve falar outra língua.
O amor não deve ser certo,
Ao contrario, anda torto,
Não deve ser o mar...
Deve estar no porto.
Vem de vez em quando...
Me faz fazer tantos planos,
E não cansa de morar nos meus sonhos.
Outra coisa que não isto ou aquilo,
Que não teus cabelos compridos
Caindo sobre teus olhos,
Deve ser outros olhos que eu ainda não ví.
Deve ser outra coisa que não teus abraços,
Deve se esconder em outras bocas,
Que beijam outros beijos,
Mas que coisa louca é essa,
Que sempre te coloca em meus desejos?
Não deve ser amor,
Porque que o amor deve ter outro cheiro,
Que eu não conheça.
Deve ter outro endereço,
Que não a ruas das flores, 62, casa
Deve ter outro numero que eu não saiba,
Outra cama que não me caiba.
O amor deve ser outra coisa
Que não esse meu querer
Deve ter outra roupa que eu não goste...
Deve viver junto e não à míngua...
Pode ser que eu não o entenda.
Deve falar outra língua.
O amor não deve ser certo,
Ao contrario, anda torto,
Não deve ser o mar...
Deve estar no porto.
Vem de vez em quando...
Me faz fazer tantos planos,
E não cansa de morar nos meus sonhos.
domingo, 2 de agosto de 2015
Só existe o instante
Só existe o instante,
O passado não existe
Se perdeu em meio a névoa
Foi fogo moldando o ferro
Queimando a pele...
Trazendo os homens das entranhas
Do fundo das chamas
Para a mais absoluta escuridão,
A eternidade cabe dentro do instante,
O amor e todas as coisas infinitas cabem no instante,
O futuro não existe,
O futuro é a miragem, doce ilusão
É probabilidade, mera especulação do destino
O destino também não existe, é criação.
Primitivos adorando o fenômeno incontrolável
Que é a própria natureza
Só existe o agora,
E a alucinação do passar das horas é pura ficção.
A vida é o instante
A morte é o instante
A escolha e a renuncia
O silencio e a pronuncia
E todas as dores
E todos os medos
... Todos os Deuses se escondendo por trás das várias faces...
... Do mesmo instante.
O passado não existe
Se perdeu em meio a névoa
Foi fogo moldando o ferro
Queimando a pele...
Trazendo os homens das entranhas
Do fundo das chamas
Para a mais absoluta escuridão,
A eternidade cabe dentro do instante,
O amor e todas as coisas infinitas cabem no instante,
O futuro não existe,
O futuro é a miragem, doce ilusão
É probabilidade, mera especulação do destino
O destino também não existe, é criação.
Primitivos adorando o fenômeno incontrolável
Que é a própria natureza
Só existe o agora,
E a alucinação do passar das horas é pura ficção.
A vida é o instante
A morte é o instante
A escolha e a renuncia
O silencio e a pronuncia
E todas as dores
E todos os medos
... Todos os Deuses se escondendo por trás das várias faces...
... Do mesmo instante.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Existencialismo
Frente a insignificância do que somos,
Impera a imensurável expressão do que sentimos...
Que por um momento, nos arranca da periferia
De um universo infinito, e nos leva ao centro,
Nos coloca dentro de Deus.
Impera a imensurável expressão do que sentimos...
Que por um momento, nos arranca da periferia
De um universo infinito, e nos leva ao centro,
Nos coloca dentro de Deus.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Em dilúvio ou em delirio.
Talvez essa chuva que bate na minha janela,
Te traga de volta em diluvio, ou em delírio...
Te traga de volta em diluvio, ou em delírio...
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Quinta Feira
Marejam meus olhos,
As lágrimas do teu mar de tantos naufrágios,
Região Abismal,
Que meus barcos insistem em navegar.
Uma hora o vento vira, o tempo muda
Todo mundo sabe,
A vida é só uma fase,
Que toda estrada aqui é só passagem...
E todo fluxo me leva pro teu mar.
As lágrimas do teu mar de tantos naufrágios,
Região Abismal,
Que meus barcos insistem em navegar.
Uma hora o vento vira, o tempo muda
Todo mundo sabe,
A vida é só uma fase,
Que toda estrada aqui é só passagem...
E todo fluxo me leva pro teu mar.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Nos deixamos pra depois
No fim, acabei te perdendo, mal de mim que só sei bem te querer. Fiquei esquecido em algum lugar do teu passado, entristecido, empoeirado, lembrança antiga jogado no canto. Eu, ao contrário, te guardo na parte mais bonita, no brilho dos meus dias, no auge de minha mocidade, nas noites de amor inconsequente quando acreditei que poderíamos ser eternos.
Nada é eterno, nem a dança, nem a paz do seu sorriso, nem o caos da tua ausência, são só partes do mesmo todo, fazes da mesma lua, que agora cobiço vagando só pelas ruas, enquanto vejo o tempo correr, e sinto tua ausência cada vez mais presente.
Já perdi as contas de quantas faltas eu tenho, quantas carências, quantos medos... Já perdi a conta de quantas feridas eu trago em aberta em meu peito, e quantas pessoas eu deixei para trás, igualmente feridas, com as pedras que atirei.
Já perdi as contas de quantas faltas eu tenho, quantas carências, quantos medos... Já perdi a conta de quantas feridas eu trago em aberta em meu peito, e quantas pessoas eu deixei para trás, igualmente feridas, com as pedras que atirei.
E depois de tudo, nossas bocas antes unidas dividiram-se, e nossos corpos antes amantes tornaram-se estranhos, e ficamos à sombra, morremos na praia, nos deixamos pra depois.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Cheganças
É que com o tempo,
Eu aprendi a me acostumar com tuas partidas,
E a ficar feliz esperando as suas "cheganças",
Fui entrando em tua dança.
Sem querer me perder, andei perdido.
Pedi abrigo, morei no tempo,
Segui teu cheiro no vento,
Quis teu sim, ao invés do não.
E toda vez que de longe eu te via,
Dobrando a esquina, com sorriso no rosto
No fundo sabia...O porque te esperava,
Não eram pelas partidas que te amava,
Mas pelo que sentia,
Toda vez que você chegava...
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Quando você passar por mim...
Quando você passar por mim,
Meu amor... Me reconheça
Com qualquer roupa, em qualquer dia, em qualquer mundo...
Segura a minha mão para que eu não me perca...
Porque eu te amo desde agora,
Nessa hora na qual escrevo,
No tempo que te antecede
Nessas noites de vinho e de lua
...E no porvir...
Te sinto e te pressinto,
Tempestuosa, mudando as coisas de lugar...
Me arrancando sorrisos, iluminando os meus dias
E imagino que amar seja mesmo assim,
Direcionar o que não tem fim,
Sonhar o impossível
E mesmo depois, ao acordar...
Fazer com que o impossível more em mim.
Pelos teus olhos
Ei de conhecer mundos...
O brilho das estrelas, galaxias do universos
Adentrar mares abertos, Navegar à deriva,
Naufragar em águas profundas...
Pelos teus braços
Os meus verões serão mais quentes
E os meus dias mais ternos.
Todo abraço será eterno...
Quando você passar por mim,
Meu amor... Não me peça licença,
Não me peça nada...
Apenas tome para si,
Tudo que a tanto tempo guardo...
E que por direito, é seu.
Meu amor... Me reconheça
Com qualquer roupa, em qualquer dia, em qualquer mundo...
Segura a minha mão para que eu não me perca...
Porque eu te amo desde agora,
Nessa hora na qual escrevo,
No tempo que te antecede
Nessas noites de vinho e de lua
...E no porvir...
Te sinto e te pressinto,
Tempestuosa, mudando as coisas de lugar...
Me arrancando sorrisos, iluminando os meus dias
E imagino que amar seja mesmo assim,
Direcionar o que não tem fim,
Sonhar o impossível
E mesmo depois, ao acordar...
Fazer com que o impossível more em mim.
Pelos teus olhos
Ei de conhecer mundos...
O brilho das estrelas, galaxias do universos
Adentrar mares abertos, Navegar à deriva,
Naufragar em águas profundas...
Pelos teus braços
Os meus verões serão mais quentes
E os meus dias mais ternos.
Todo abraço será eterno...
Quando você passar por mim,
Meu amor... Não me peça licença,
Não me peça nada...
Apenas tome para si,
Tudo que a tanto tempo guardo...
E que por direito, é seu.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
O Crime
O crime deve ser analisado como um fato social e o criminoso como agente individual. Não obstante o delito seja algo inerente a natureza humana, presente em todas as sociedades ao longo da história da humanidade, não se pode separa-lo de todos os fatores externos e internos que influenciam diretamente à sua prática e principalmente à sua banalização.
A sociedade se sente vítima do aumento constante da criminalidade, e é! O que não impede também, de figurar como contribuinte omissivo de sua própria desgraça. As pessoas pedem o tempo todo leis mais severas, sem ao menos conseguir aplicar com plenitude as leis que já temos, redução da maioridade penal, penas mais excessivas são meios falhos de tentar corrigir um problema que na maioria das vezes se origina na pobreza, na miséria e na violência domestica. Em conversa recente, me chamou à atenção a frase de uma amigo quando disse; "o que vivemos no brasil, não é um sistema capitalista, mas sim uma selvageria." ... E na selva, não há lei, senão aquela do mais forte.
Embora a lei seja uma dogma, não pode ser aplicada sem que a sua interpretação seja feita feita de forma coerente, levando em consideração a questão social que origina o indivíduo criminoso. Não está se falando aqui, da flexibilização das normas, mas na interpretação destas, afinal de contas, em nossa história recente o sistema escravista embora desumano era legal, a lei não pode ser aplicada como uma ciência exata "dura lex, sed lex" ou seja, "a lei é dura, mas é a lei", porque a lei injusta é opressão.
Qual a culpa da sociedade? grande! a mesma sociedade que se vitima nos casos de repercussão pública, que se indigna quando tem a arma apontada para sua face, cruza os braços quando finge que não sabe das injustiças, das torturas, das práticas truculentas de alguns membros da policia, das filas enormes dos hospitais, da educação precária, quando de forma permissiva fomenta ou pratica a corrupção. O grande problema, é que a comunidade só se lembra da miséria, quando essa ultima decide se revoltar contra o opressor, quando essa decide se rebelar, quando decide sair da inercia.
O que tem feito o Estado? muito pouco. O estado tributa nosso dinheiro, tira a nossa liberdade, nos coloca à sombra do seu cajado, e em contra partida nos administra muito mal. Mas o Estado é uma ficção jurídica, no fundo o Estado somos nós e o caos que vemos é um reflexo de nossa incompetência, de nosso egoísmo e da nossa ganância.
A criminalidade vem sendo combatida de forma errada e inversa, e só vai ser solucionada quando começarmos a fazer frente as elites, que nadam nos bilhões que deveriam ser distribuídos por toda população. Não estamos aqui falando de marxismo, muito embora seja o sociólogo um dos maiores gênios da humanidade, mas pra chegarmos à evolução, para vivermos no estagio de tranquilidade é preciso aprender a dividir, para reduzir a margem da desigualdade.
"...Cada ponto de vista é a vista de um ponto", é evidente que outros pontos devem ser analisados, sejam eles psicológicos do criminoso, operacionais da pena, tipificação dos delitos. O que se quer dizer aqui, é que a repressão de maneira isolada, só vai causar o aumento da barbárie, A criminalidade deve ser combatida, com repressão sim! Mas também com sensibilidade e humanidade, a pena deve ser objeto utilizado para a ressocialização do individuo e não para o aumento de sua marginalização.
A sociedade se sente vítima do aumento constante da criminalidade, e é! O que não impede também, de figurar como contribuinte omissivo de sua própria desgraça. As pessoas pedem o tempo todo leis mais severas, sem ao menos conseguir aplicar com plenitude as leis que já temos, redução da maioridade penal, penas mais excessivas são meios falhos de tentar corrigir um problema que na maioria das vezes se origina na pobreza, na miséria e na violência domestica. Em conversa recente, me chamou à atenção a frase de uma amigo quando disse; "o que vivemos no brasil, não é um sistema capitalista, mas sim uma selvageria." ... E na selva, não há lei, senão aquela do mais forte.
Embora a lei seja uma dogma, não pode ser aplicada sem que a sua interpretação seja feita feita de forma coerente, levando em consideração a questão social que origina o indivíduo criminoso. Não está se falando aqui, da flexibilização das normas, mas na interpretação destas, afinal de contas, em nossa história recente o sistema escravista embora desumano era legal, a lei não pode ser aplicada como uma ciência exata "dura lex, sed lex" ou seja, "a lei é dura, mas é a lei", porque a lei injusta é opressão.
Qual a culpa da sociedade? grande! a mesma sociedade que se vitima nos casos de repercussão pública, que se indigna quando tem a arma apontada para sua face, cruza os braços quando finge que não sabe das injustiças, das torturas, das práticas truculentas de alguns membros da policia, das filas enormes dos hospitais, da educação precária, quando de forma permissiva fomenta ou pratica a corrupção. O grande problema, é que a comunidade só se lembra da miséria, quando essa ultima decide se revoltar contra o opressor, quando essa decide se rebelar, quando decide sair da inercia.
O que tem feito o Estado? muito pouco. O estado tributa nosso dinheiro, tira a nossa liberdade, nos coloca à sombra do seu cajado, e em contra partida nos administra muito mal. Mas o Estado é uma ficção jurídica, no fundo o Estado somos nós e o caos que vemos é um reflexo de nossa incompetência, de nosso egoísmo e da nossa ganância.
A criminalidade vem sendo combatida de forma errada e inversa, e só vai ser solucionada quando começarmos a fazer frente as elites, que nadam nos bilhões que deveriam ser distribuídos por toda população. Não estamos aqui falando de marxismo, muito embora seja o sociólogo um dos maiores gênios da humanidade, mas pra chegarmos à evolução, para vivermos no estagio de tranquilidade é preciso aprender a dividir, para reduzir a margem da desigualdade.
"...Cada ponto de vista é a vista de um ponto", é evidente que outros pontos devem ser analisados, sejam eles psicológicos do criminoso, operacionais da pena, tipificação dos delitos. O que se quer dizer aqui, é que a repressão de maneira isolada, só vai causar o aumento da barbárie, A criminalidade deve ser combatida, com repressão sim! Mas também com sensibilidade e humanidade, a pena deve ser objeto utilizado para a ressocialização do individuo e não para o aumento de sua marginalização.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Não me comovo
Pode ser que seja mesmo muito difícil de te reencontrar em meio aos escombros, e enxergar a verdade em meio a tantas sombras, dentro da noite, perdido no tempo.
Hoje eu entendo, não existem sentimentos imortais, embora todos os "Eu te amo" ecoem no vento, eles não voltam mais. Como um espelho quando se parte a vida tornou-se um quebra cabeça difícil de encaixar e tudo que se vê é um reflexo distorcido da imagem que já refletiu.
E não há tempo... Não há tempo para o amor, não há tempo para a vida, ou para arte dentro do poema. O que há é o silêncio, o silêncio de formas destorcidas no inferno cotidiano. Sou todo Caos, sou todo conflito. Atiro palavras como flechas, firo pessoas como alvo, e não me comovo com teus olhos de rubis.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Não vejo gente
Para onde caminha essa sociedade pós moderna de mentalidade tão primitiva? Da carne ao corte, o grito, a dor, o selfie em vez do toque. Uma exposição sem precedentes, poderia um homem se debruçar sobre as suas dúvidas em tempos onde não há mais tempo?
Há muito a humanidade deixou de caminhar e passou a correr, mas para onde? às tontas, às tantas me sinto meio fora do compasso, trinta minutos atrasado pra tudo que acontece. Vejo carro não vejo gente, vejo terno não vejo gente, vejo miséria não vejo gente, vejo foto não vejo gente, vejo gente não vejo coração.
Tanto tempo assim, me deixou cansado. Agora é madrugada, ainda há silêncio, o mesmo silêncio primitivo que nos encurralava enquanto primatas, enquanto observava-mos do escuro os perigos que a noite escondia. E é no silêncio que eu encontro a ligação entre o que eu era e o que eu sou.
Se o meu cansaço me deixasse dormir, se a verdade não me deixasse mentir, a vida seria mais fácil, há uma dose de misericórdia no fim, e todas as coisas estão destinadas a acabar, mesmo aquelas que não vieram, já acabaram antes mesmo de nascer.
Há muito a humanidade deixou de caminhar e passou a correr, mas para onde? às tontas, às tantas me sinto meio fora do compasso, trinta minutos atrasado pra tudo que acontece. Vejo carro não vejo gente, vejo terno não vejo gente, vejo miséria não vejo gente, vejo foto não vejo gente, vejo gente não vejo coração.
Tanto tempo assim, me deixou cansado. Agora é madrugada, ainda há silêncio, o mesmo silêncio primitivo que nos encurralava enquanto primatas, enquanto observava-mos do escuro os perigos que a noite escondia. E é no silêncio que eu encontro a ligação entre o que eu era e o que eu sou.
Se o meu cansaço me deixasse dormir, se a verdade não me deixasse mentir, a vida seria mais fácil, há uma dose de misericórdia no fim, e todas as coisas estão destinadas a acabar, mesmo aquelas que não vieram, já acabaram antes mesmo de nascer.
segunda-feira, 30 de março de 2015
O sertanejo
Quem era aquele homem?
O que tinha por detrás daquele sofrimento,
Mulato matuto, pele rachada de sol,
Enxada debaixo do queixo,
Isca de peixe no anzol,
Faltava-lhe água
Que lhe renovasse a esperança
Com olhos incrédulos,
Olhava a terra que nunca foi sua,
O carro que nunca foi seu,
A mulher que nunca veria nua...
Com as mãos calejadas colhia o trigo,
Caçava abrigo, obtinha o não...
-Quantos mulatos existem por aí, querendo o seu ganha pão...
Dizia o patrão toda vez que se falava em aumento,
-faço por dois, ganho por meio!
Retrucava o moreno...
Voltava ao trabalho,
Enquanto a pele ardia ao sol...
Rezava pelo bom tempo...
Caso não viesse logo a chuva,
A safra não duraria,
E mais cedo do que se esperava,
Voltaria a bater na porta o sofrimento.
No fim do dia, chegava em casa
E a casa refletia a vida que o trabalhador levava...
Feita com as próprias mãos,
Parede de Adobo, teto de palha...
Lá fora um cercadinho,
Onde dividia com as galinhas as migalhas que o alimentava...
Deitava toda noite, fechava os olhos e não sonhava
Esperava raiar o dia, ao ver a luz se levantava,
Lustrava a enxada como prata,
Seguia a Pé para seu ofício,
Sabia que não tinha nuvens seria um dia difícil,
Andava por entre as cercas a se confundir com gado,
Não fosse pelo preço da carne,
Pois seu quilo era mais barato,
Mas nada é tão ruim que não possa piorar...
Chegando no trabalho, viu que tinha que voltar,
A colheita se encerrara, e não tinham mais no que lhe usar...
Pegou o pagamento e foi embora,
Depois de tanto tempo, aquele homem seco se pôs a chorar...
Foi pra casa e refletiu,
Resolveu viver um velho sonho,
Conhecer o resto de Brasil,
Saiu do sertão com os romeiros,
Adiante pediu carona com os caminhoneiros
Dormiu em posto, e logo viu o rio de janeiro.
Ficou Abismado, de longe viu o cristo e o corcovado,
Andou na lagoa rodrigo de Freitas,
Nunca tinha visto um povo tão avexado,
- Sai da frente desgraçado!
Nunca tinha visto de peixe,
O tanto que viu de carro
Ao cair da noite percebeu que não tinha pensado direito,
Não tinha dinheiro,
Estava desamparado,
Dormiu na praia,
Quase acordou afogado.
Já eram lá pelas tantas,
A fome o atormentava,
Quis pedir no sinal,
As crianças o enxotaram...
Lá tinha de tudo...
carro, prédio, muro,
Tinha água, gente e ele (O Matuto),
Mas nada era seu...
Via água e não bebia,
Via comida e não comia,
Via coisas que não podia...
Ficou assutado, ao atravessar a rua,
Foi atingido por um carro,
Enquanto seu sangue escorria,
Via o Cristo e lhe pediu um abraço,
Disse que o perdoava, por ter lhe dado uma vida tão sofrida,
Onde lhe faltou tudo, desde os pais até a comida...
E que não pedia muito,
Apenas sentar na mesa,
Onde os santos ceiam juntos.
O que tinha por detrás daquele sofrimento,
Mulato matuto, pele rachada de sol,
Enxada debaixo do queixo,
Isca de peixe no anzol,
Faltava-lhe água
Que lhe renovasse a esperança
Com olhos incrédulos,
Olhava a terra que nunca foi sua,
O carro que nunca foi seu,
A mulher que nunca veria nua...
Com as mãos calejadas colhia o trigo,
Caçava abrigo, obtinha o não...
-Quantos mulatos existem por aí, querendo o seu ganha pão...
Dizia o patrão toda vez que se falava em aumento,
-faço por dois, ganho por meio!
Retrucava o moreno...
Voltava ao trabalho,
Enquanto a pele ardia ao sol...
Rezava pelo bom tempo...
Caso não viesse logo a chuva,
A safra não duraria,
E mais cedo do que se esperava,
Voltaria a bater na porta o sofrimento.
No fim do dia, chegava em casa
E a casa refletia a vida que o trabalhador levava...
Feita com as próprias mãos,
Parede de Adobo, teto de palha...
Lá fora um cercadinho,
Onde dividia com as galinhas as migalhas que o alimentava...
Deitava toda noite, fechava os olhos e não sonhava
Esperava raiar o dia, ao ver a luz se levantava,
Lustrava a enxada como prata,
Seguia a Pé para seu ofício,
Sabia que não tinha nuvens seria um dia difícil,
Andava por entre as cercas a se confundir com gado,
Não fosse pelo preço da carne,
Pois seu quilo era mais barato,
Mas nada é tão ruim que não possa piorar...
Chegando no trabalho, viu que tinha que voltar,
A colheita se encerrara, e não tinham mais no que lhe usar...
Pegou o pagamento e foi embora,
Depois de tanto tempo, aquele homem seco se pôs a chorar...
Foi pra casa e refletiu,
Resolveu viver um velho sonho,
Conhecer o resto de Brasil,
Saiu do sertão com os romeiros,
Adiante pediu carona com os caminhoneiros
Dormiu em posto, e logo viu o rio de janeiro.
Ficou Abismado, de longe viu o cristo e o corcovado,
Andou na lagoa rodrigo de Freitas,
Nunca tinha visto um povo tão avexado,
- Sai da frente desgraçado!
Nunca tinha visto de peixe,
O tanto que viu de carro
Ao cair da noite percebeu que não tinha pensado direito,
Não tinha dinheiro,
Estava desamparado,
Dormiu na praia,
Quase acordou afogado.
Já eram lá pelas tantas,
A fome o atormentava,
Quis pedir no sinal,
As crianças o enxotaram...
Lá tinha de tudo...
carro, prédio, muro,
Tinha água, gente e ele (O Matuto),
Mas nada era seu...
Via água e não bebia,
Via comida e não comia,
Via coisas que não podia...
Ficou assutado, ao atravessar a rua,
Foi atingido por um carro,
Enquanto seu sangue escorria,
Via o Cristo e lhe pediu um abraço,
Disse que o perdoava, por ter lhe dado uma vida tão sofrida,
Onde lhe faltou tudo, desde os pais até a comida...
E que não pedia muito,
Apenas sentar na mesa,
Onde os santos ceiam juntos.
Na brevidade do meu tempo
O fim e o recomeço são partes da mesma caminhada... Morremos aos poucos, morremos de medo e nascemos em segredo toda vez que raia o dia. Ando por aí, cheio de silêncios,.. tentando adormecer a fera que mora em mim, e com quem constantemente me digladio.
Ontem era o moço, o início... Hoje é o velho, poço sem fundo, submerso em vazios. Mas a verdade não me deixa mentir, levo a vida que quero e deixo que ela faça o que quiser de mim. Não faço planos, não traço metas, não me dou aos que me querem e não lhes cobro nada por isso, vivo a vida correndo riscos.
Como serei lembrado? provavelmente não serei... todo o rio corre pro mar, e todo mar acaba em esquecimento, o amor dura o tempo que tem que durar, às vezes não mais que um momento, ainda assim, face a todo esquecimento, há sempre uma necessidade constante de perseguir tuas curvas e amar-te na brevidade do meu tempo.
Ontem era o moço, o início... Hoje é o velho, poço sem fundo, submerso em vazios. Mas a verdade não me deixa mentir, levo a vida que quero e deixo que ela faça o que quiser de mim. Não faço planos, não traço metas, não me dou aos que me querem e não lhes cobro nada por isso, vivo a vida correndo riscos.
Como serei lembrado? provavelmente não serei... todo o rio corre pro mar, e todo mar acaba em esquecimento, o amor dura o tempo que tem que durar, às vezes não mais que um momento, ainda assim, face a todo esquecimento, há sempre uma necessidade constante de perseguir tuas curvas e amar-te na brevidade do meu tempo.
terça-feira, 24 de março de 2015
Eu te amo tanto...
Desculpa se eu tô te incomodando de novo, eu sei que pedir desculpas pelo eu sou não é o bastante, mas também não é fácil ter que me afastar de você por saber que eu não sou bom o suficiente, que não o sou o cara certo.
De longe eu fico vendo seu sorriso em todas as fotos e pensando como são longos esses dias, como é difícil te procurar em todos os lugares que vou e você não está. Ontem eu escutei aquela música nossa, me dá uma paz... sozinho no quarto que já foi nosso sonhei como seria maravilhoso ter passado o resto da vida com você. Talvez você não entenda esse meu jeito, mas tento te proteger de tudo, até de mim, me afastar foi a maior prova de amor que pude dar... tenho muitas cicatrizes, e mesmo hoje ainda existem noites em que acordo gritando.
Obrigado, por ter tentado, por ter me amado o quanto deu, quase em todas as vezes mais do que eu merecia. É complicado, mas sei que nessa vida, ninguém vai te amar mais do que amei. E mesmo assim, eu espero que você encontre alguém que te ame o suficiente pra te fazer feliz, viver é sempre por um triz.
Talvez eu te encontre por aí, esse mudo gire e nos coloque cara a cara, eu sei que se esse dia chegar vai ser difícil me segurar, pode ser que te diga tudo que trago guardado no peito, que esteja escrito, que você me deixe deitar no teu colo e me leve pra longe, me salve de mim. Se há um tempo certo pra tudo, vai ter um tempo pra gente, e eu te amo tanto...
De longe eu fico vendo seu sorriso em todas as fotos e pensando como são longos esses dias, como é difícil te procurar em todos os lugares que vou e você não está. Ontem eu escutei aquela música nossa, me dá uma paz... sozinho no quarto que já foi nosso sonhei como seria maravilhoso ter passado o resto da vida com você. Talvez você não entenda esse meu jeito, mas tento te proteger de tudo, até de mim, me afastar foi a maior prova de amor que pude dar... tenho muitas cicatrizes, e mesmo hoje ainda existem noites em que acordo gritando.
Obrigado, por ter tentado, por ter me amado o quanto deu, quase em todas as vezes mais do que eu merecia. É complicado, mas sei que nessa vida, ninguém vai te amar mais do que amei. E mesmo assim, eu espero que você encontre alguém que te ame o suficiente pra te fazer feliz, viver é sempre por um triz.
Talvez eu te encontre por aí, esse mudo gire e nos coloque cara a cara, eu sei que se esse dia chegar vai ser difícil me segurar, pode ser que te diga tudo que trago guardado no peito, que esteja escrito, que você me deixe deitar no teu colo e me leve pra longe, me salve de mim. Se há um tempo certo pra tudo, vai ter um tempo pra gente, e eu te amo tanto...
segunda-feira, 23 de março de 2015
Lá...no vazio
...É que pra mim o tempo passou rápido demais, todos os dias em que me olhava no espelho não esperava que algo mudasse, ao contrário, pretendia mesmo que alguma coisa permanecesse, que no meio de toda essa inconstância, em algum ponto houvesse a segurança de uma flor perdida entre prédios de concretos, uma pitada de arte dentro vida, de beleza no meio do negro asfalto.
"Experimentar o experimental..." dizia Waly Salomão... segui ao pé da letra, experimentei a vida... a vida inteira experimentei... não há nada mais bonito que os sonhos da juventude, onde todas as coisas são possíveis, onde distâncias indescritíveis são percorridas, os amores são provados e a revolução é feita nos muros, há mais poesia...o Infinito cabe na palma da mão... Mas também, não há nada pior do que envelhecer, não há pior do que ter sonhos e deixá-los pelo caminho. É como abandonar os pedaços que nos compõem.
De certo, entre as trincheiras e os canhões troando, existe muito mais sonhos do que sangue, mas nos deixamos enveredar pela ambição de sermos o que não somos, o essencial fica pelo caminho, porque embora mais pesado, o desnecessário brilha como joia e nos esquecemos da máxima que:"nem tudo que reluz é ouro."
Por ter pressa, me atirei de cabeça, me dei mal, me dei bem, tive minhas perdas e vitórias... E apesar de ter de aprender a conviver com a falta, era justamente ela, (a falta),o que me movia, que me levava a novos caminhos, a novos amores, a novos dias... é justamente nesse vazio que está a minha singularidade, é nele que me expando, que viro universo infinito... É nele que meus amores são maiores é lá que minhas dores moram, lá... onde é difícil de chegar, lá onde muitos se perdem... onde eu existo.
terça-feira, 10 de março de 2015
Sensações
Ando mesmo cheio de vazios apesar das entregas, depois do salto esperando as asas, tudo que obtenho é a queda. Culpa do deslize, culpa do desnível, culpa do destino... agora pouco importa de quem é a culpa, todas as culpas do mundo são minhas.
Hoje acordei mesmo muito triste, querendo entender porque sou como sou, mas talvez isso não seja uma questão de entendimento, mas sim de aceitação, o que torna tudo ainda mais difícil. Ontem eu era jovem e cheio de sonhos, os amores me pareciam possíveis, galopava o mundo e todos os sonhos encontravam-se na palma de minhas mãos. Mas aí veio o mau tempo e fui vencido... hoje do trago comigo o peso do mundo onde mal sobrevivo.
Talvez tudo seja mesmo assim, e eu esteja destinado a sair de certas coisas, mesmo que certas coisas nunca saiam de mim. É um preço muito alto o que carrego, por me vestir dos tesouros os quais me entrego... Ei de caminhar cego, porém belo, construir castelos onde viverei só, provar de todos os sabores, conhecer todos os amores, mas vê-los envelhecerem sem mim.
Agora toca aquela canção, fecho os olhos... deixo ela me levar pra longe... deixo o corpo ir... a mente se esquecer das possibilidades de felicidade. Como seria bom se o tempo parasse, e eu fosse o primeiro homem a não ter passado nem futuro, apenas um homem na plenitude do verbo ser... seria triste e ao mesmo tempo leve... seria apenas ser... queimar na fogueira das vaidades, arder na chama das sensações.
Hoje acordei mesmo muito triste, querendo entender porque sou como sou, mas talvez isso não seja uma questão de entendimento, mas sim de aceitação, o que torna tudo ainda mais difícil. Ontem eu era jovem e cheio de sonhos, os amores me pareciam possíveis, galopava o mundo e todos os sonhos encontravam-se na palma de minhas mãos. Mas aí veio o mau tempo e fui vencido... hoje do trago comigo o peso do mundo onde mal sobrevivo.
Talvez tudo seja mesmo assim, e eu esteja destinado a sair de certas coisas, mesmo que certas coisas nunca saiam de mim. É um preço muito alto o que carrego, por me vestir dos tesouros os quais me entrego... Ei de caminhar cego, porém belo, construir castelos onde viverei só, provar de todos os sabores, conhecer todos os amores, mas vê-los envelhecerem sem mim.
Agora toca aquela canção, fecho os olhos... deixo ela me levar pra longe... deixo o corpo ir... a mente se esquecer das possibilidades de felicidade. Como seria bom se o tempo parasse, e eu fosse o primeiro homem a não ter passado nem futuro, apenas um homem na plenitude do verbo ser... seria triste e ao mesmo tempo leve... seria apenas ser... queimar na fogueira das vaidades, arder na chama das sensações.
sexta-feira, 6 de março de 2015
versos obscuros
Olhei no fundo dos olhos pra falar
E calei...
Fechei os olhos pra falar...
Hesitei...
Existem mil formas pra amar,
Talvez...
As coisas duram o tempo que tem que durar...
Disse ela antes que eu partisse...
Disse ela antes que quebrasse seu coração em mil pedaços
E calei...
Fechei os olhos pra falar...
Hesitei...
Existem mil formas pra amar,
Talvez...
As coisas duram o tempo que tem que durar...
Disse ela antes que eu partisse...
Disse ela antes que quebrasse seu coração em mil pedaços
terça-feira, 3 de março de 2015
Verso
Deixa o tempo parar e pairar sobre mim...
Do futuro nada sei,
Dos teus olhos sei menos ainda...
Doce incerteza do porvir...
Do futuro nada sei,
Dos teus olhos sei menos ainda...
Doce incerteza do porvir...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Texto Byronico
Se eu pudesse parar o tempo, pararia no exato momento em que te amei, não da primeira vez, mas da última, quando sabia que seria a última, quando sabia que alí te perdia, quando teu corpo escorria pelos meus dedos, fluído de prazeres, e tua boca me falava de desejos, e tua alma me fazia promessas. E ficaria para sempre entre o quase fim e o fim, viveria a vida no prelúdio... onde se pode caminhar a beira do caos, sem despencar para o precipício que se tornou a vida.
Na minha pressa, perdi a hora, pedia abrigo, corri perigo e me deixei ir... Bati a porta, deixei pra trás tudo que queria levar comigo, e agora já não sei mais ser... Já não sei ser eu sem alguma guerra ou alguma perda, sem alguma baixa no pelotão, homem ao mar, náu à deriva, perigo constante... doce correr da vida, que ora estica, ora afrouxa, por vezes leva, por vezes traz, e quase sempre trai. Hoje, tudo é muito banal, a vida, os homens, as dores, as cores... O amor em sua inconstância, nada é eterno, exceto o sonho, mas nos foi proibido sonhar, nos foi proibido tentar alçar vôos, e dizem por aí, que embora a cabeça possa andar nas nuvens, os pés devem estar presos no chão.
Solidão, meu ser perdido, coração, órgão inútil, casa vazia, a cabeça sempre a mil, sempre perdendo o tempo e sempre perdido dentro dele. E tua imagem me assombra, teus sussurros ecoam pelo casa... enquanto escrevo um verso.
Amada, amante minha,
Ei de ser sempre teu,
E tu há de ser sempre minha...
Agora entendo a fúria de Deus e sua necessidade de ser amado sobre todas as coisas, sobre todas as falhas, sobre sua incompetência de fazer do homem um ser melhor, agora entendo o seu amor desmedido por quem lhe deu as costas, agora entendo seu ego divino e sua necessidade se ser amado sozinho. É que fui feito a sua imagem e semelhança.
Na minha pressa, perdi a hora, pedia abrigo, corri perigo e me deixei ir... Bati a porta, deixei pra trás tudo que queria levar comigo, e agora já não sei mais ser... Já não sei ser eu sem alguma guerra ou alguma perda, sem alguma baixa no pelotão, homem ao mar, náu à deriva, perigo constante... doce correr da vida, que ora estica, ora afrouxa, por vezes leva, por vezes traz, e quase sempre trai. Hoje, tudo é muito banal, a vida, os homens, as dores, as cores... O amor em sua inconstância, nada é eterno, exceto o sonho, mas nos foi proibido sonhar, nos foi proibido tentar alçar vôos, e dizem por aí, que embora a cabeça possa andar nas nuvens, os pés devem estar presos no chão.
Solidão, meu ser perdido, coração, órgão inútil, casa vazia, a cabeça sempre a mil, sempre perdendo o tempo e sempre perdido dentro dele. E tua imagem me assombra, teus sussurros ecoam pelo casa... enquanto escrevo um verso.
Amada, amante minha,
Ei de ser sempre teu,
E tu há de ser sempre minha...
Agora entendo a fúria de Deus e sua necessidade de ser amado sobre todas as coisas, sobre todas as falhas, sobre sua incompetência de fazer do homem um ser melhor, agora entendo o seu amor desmedido por quem lhe deu as costas, agora entendo seu ego divino e sua necessidade se ser amado sozinho. É que fui feito a sua imagem e semelhança.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Destino
Algo que sempre me intrigou é se as pessoas que cruzam nosso caminho, o fazem meramente por acaso? ou isso tudo faria parte de um plano maior, destino como querem alguns, maktub do fatalismo árabe.
Difícil saber, qual o real motivo para no meio de tantos mundos, e sendo restritivo, dentro dessa nave louca chamada terra em meio a tantos vagões, em tantos horários diferentes aquela pessoa escolheu o seu horário, o seu vagão, e em meio a tantos lugares vazios, escolheu sentar ao seu lado.
Não fosse eu alguém tão cético diria que o arquiteto do destino é o melhor dos matemáticos. Mas teria a matemática um propósito maior? ou seria um fim em sua própria execução? Não sei... sempre fui mais da poesia que dos números. Talvez por isso, as perguntas mais vagas, a mim, sempre pareceram ser, as mais profundas... pouco me importo com as respostas erradas se no fundo sei que as perguntas estão corretas.
O fato é, que com o passar do tempo e de cruzamentos vamos nos modificando, perdemos pureza, ganhamos emoções, as vezes até esperança... mas a vida é o momento, a sensação breve, o beijo, o calor amigo, as lágrimas derramadas. O resto é transito, é tempo perdido, é o trabalho acumulado, o cansaço transfigurado em pilhas de papéis, nos pontos de ônibus, nas filas dos bancos. Por isso a fugacidade dos minutos são mais importantes que a longa espera das horas.
Tento ver algum sentido na progressão das coisas, o sentido do sentir...
O garoto atravessava a rua para o ponto de ônibus num dia de sexta, estava atrasado, geralmente levantava as sete já eram oito, nesse dia acordara tarde, perdera a hora, caminhava com pressa... entre esbarrões e sapatos desamarrados seu ônibus partia, sobrava o de oito e meia... não tinha jeito...
Ao entrar sentou do lado de uma garota, demorou um certo tempo até perceber que estava do lado da garota que morava no seu bairro, que embora o interessasse, não conhecia... Maktub... o destino novamente se encarregando dos cruzamentos... sei que conversaram, não sei o que veio depois... sei que o garoto perdeu a hora, mas ganhou o dia.
Difícil saber, qual o real motivo para no meio de tantos mundos, e sendo restritivo, dentro dessa nave louca chamada terra em meio a tantos vagões, em tantos horários diferentes aquela pessoa escolheu o seu horário, o seu vagão, e em meio a tantos lugares vazios, escolheu sentar ao seu lado.
Não fosse eu alguém tão cético diria que o arquiteto do destino é o melhor dos matemáticos. Mas teria a matemática um propósito maior? ou seria um fim em sua própria execução? Não sei... sempre fui mais da poesia que dos números. Talvez por isso, as perguntas mais vagas, a mim, sempre pareceram ser, as mais profundas... pouco me importo com as respostas erradas se no fundo sei que as perguntas estão corretas.
O fato é, que com o passar do tempo e de cruzamentos vamos nos modificando, perdemos pureza, ganhamos emoções, as vezes até esperança... mas a vida é o momento, a sensação breve, o beijo, o calor amigo, as lágrimas derramadas. O resto é transito, é tempo perdido, é o trabalho acumulado, o cansaço transfigurado em pilhas de papéis, nos pontos de ônibus, nas filas dos bancos. Por isso a fugacidade dos minutos são mais importantes que a longa espera das horas.
Tento ver algum sentido na progressão das coisas, o sentido do sentir...
O garoto atravessava a rua para o ponto de ônibus num dia de sexta, estava atrasado, geralmente levantava as sete já eram oito, nesse dia acordara tarde, perdera a hora, caminhava com pressa... entre esbarrões e sapatos desamarrados seu ônibus partia, sobrava o de oito e meia... não tinha jeito...
Ao entrar sentou do lado de uma garota, demorou um certo tempo até perceber que estava do lado da garota que morava no seu bairro, que embora o interessasse, não conhecia... Maktub... o destino novamente se encarregando dos cruzamentos... sei que conversaram, não sei o que veio depois... sei que o garoto perdeu a hora, mas ganhou o dia.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
retorne
Talvez um dia você faça uma viagem, leve um tempo fora... bata perna por ai... conheça gente nova, lugares atrativos, saia sem nada e volte cheio de história, pode ser que os maus invadam sua casa e mudem as coisas de lugar. Mas ao retornar... os maus o temerão, saberão que ali é a sua casa, que aquele é o seu mundo, terão que respeitar as suas regras e fugirão do seu caos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Paladino
...E com o passar dos anos carrego cada dia mais saudades, mais lugares, mais feridas. Não posso negar, não foi fácil. Mas hoje lido melhor com os meus demônios, com minhas cicatrizes.
Aprendi, a duras penas, que somos feito chama que se apaga, que a vida é um sopro, que a felicidade é um momento, que muita coisa passa, mas sempre há aquelas que permanecem e que volta e meia nos perturbam, nos alegram, nos emocionam no escuro de uma madrugada que parece não ter mais fim.
Já tive tantos sonhos, tantos amores, percorri tantos lugares, sou um paladino de minhas paixões, um eterno escravo dos meus desejos. Talvez por isso, não hesite antes de me atirar no desconhecido, um explorador de sentimentos, navegador de mistérios, e embora saiba que há muito de loucura na minha utopia, prefiro o sabor de meus devaneios, à mediocridade dos que vivem por viver, dos que não se arriscam, dos que não revolucionam a ordem. Não poderia ser outro, senão este, artesão de minha arte, pioneiro de minhas descobertas, não poderia querer estar em em outro lugar, senão na vanguarda de meu tempo.
Com o tempo, vi que sempre Haverão mais dedos apontados do que ombros amigos, muito mais descrédito do que confiança, muito mais medo do que esperança... por isso nunca me adequei as maiorias, meus submundos sempre foram muito mais ternos, e as minhas guerras sempre foram travadas pelos motivos certos
Aprendi, a duras penas, que somos feito chama que se apaga, que a vida é um sopro, que a felicidade é um momento, que muita coisa passa, mas sempre há aquelas que permanecem e que volta e meia nos perturbam, nos alegram, nos emocionam no escuro de uma madrugada que parece não ter mais fim.
Já tive tantos sonhos, tantos amores, percorri tantos lugares, sou um paladino de minhas paixões, um eterno escravo dos meus desejos. Talvez por isso, não hesite antes de me atirar no desconhecido, um explorador de sentimentos, navegador de mistérios, e embora saiba que há muito de loucura na minha utopia, prefiro o sabor de meus devaneios, à mediocridade dos que vivem por viver, dos que não se arriscam, dos que não revolucionam a ordem. Não poderia ser outro, senão este, artesão de minha arte, pioneiro de minhas descobertas, não poderia querer estar em em outro lugar, senão na vanguarda de meu tempo.
Com o tempo, vi que sempre Haverão mais dedos apontados do que ombros amigos, muito mais descrédito do que confiança, muito mais medo do que esperança... por isso nunca me adequei as maiorias, meus submundos sempre foram muito mais ternos, e as minhas guerras sempre foram travadas pelos motivos certos
domingo, 11 de janeiro de 2015
Ei, garota.
Ei, garota... será que você não percebe, que eu poderia estar em qualquer lugar do mundo, escolher qualquer outra boca pra beijar, mas é descansar na tua sombra que eu quero e são teus beijos que procuro, quando acordo no meio da noite, abro a janela e me ponho a cortejar estrelas.
...E de você sei quase nada, mar de mistérios nesses olhos profundos. É como encarar a esfinge "decifra-me ou te devoro"... e você tem me devorado, ando perdido entregue de corpo e alma, ao bel sabor de teu sopro, dos teus ventos. E o mundo? ah... o mundo anda mesmo um lugar muito estranho, precisando de grandes amores, precisando dos apaixonados, eternos utópicos, nesses dias de histórias tão iguais...
Ah... vem correndo pra minha casa, me manda uma canção no meio da noite, deixa teu perfume no meu travesseiro, me vira do avesso, me dá um amor de cinema e beijos de novela. Não dá pra desistir de você, não dá pra acostumar a viver sem te ter, agora que já conheço a paz dos teus abraços.
Ei, linda... fica mais um pouco pra um café ou até a próxima eternidade, deixa eu te mostrar que o amor é possível e basta ter coragem pra arriscar. Não que eu também não morra de medo de não saber no que vai acontecer, mas apesar de morrer de medo, eu vivo de entregas.
...E de você sei quase nada, mar de mistérios nesses olhos profundos. É como encarar a esfinge "decifra-me ou te devoro"... e você tem me devorado, ando perdido entregue de corpo e alma, ao bel sabor de teu sopro, dos teus ventos. E o mundo? ah... o mundo anda mesmo um lugar muito estranho, precisando de grandes amores, precisando dos apaixonados, eternos utópicos, nesses dias de histórias tão iguais...
Ah... vem correndo pra minha casa, me manda uma canção no meio da noite, deixa teu perfume no meu travesseiro, me vira do avesso, me dá um amor de cinema e beijos de novela. Não dá pra desistir de você, não dá pra acostumar a viver sem te ter, agora que já conheço a paz dos teus abraços.
Ei, linda... fica mais um pouco pra um café ou até a próxima eternidade, deixa eu te mostrar que o amor é possível e basta ter coragem pra arriscar. Não que eu também não morra de medo de não saber no que vai acontecer, mas apesar de morrer de medo, eu vivo de entregas.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
noites de lua
Desculpa, mas não quero outras bocas...
Não quero despir outras roupas
Senão as tuas...
Quero tua pele nua
...e nessas noites de lua...
Quando eu estiver perdido,
Quero que o meu destino se confunda com o teu...
Não quero despir outras roupas
Senão as tuas...
Quero tua pele nua
...e nessas noites de lua...
Quando eu estiver perdido,
Quero que o meu destino se confunda com o teu...
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