segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

II

Você vai encontra milhares de pessoas ao longo de sua vida, elas vão acabar de influenciando de alguma maneira, algumas serão facilmente esquecidas, outras serão simplesmente inesquecíveis... algumas permanecerão, outras partirão, pessoas más, boas, apaixonantes...
É muito dificil achar a pessoa certa, aquela que te ame o quanto você precisa, que desperte o amor que você tem pra dar, que surfe as mesmas ondas e "vibre nas mesmas frequências. De alguma forma cruzei sua vida de maneira rapida e bonita, como um cometa, estrela cadente que despenca do infinito e que realiza apenas um desejo...
Acho que poucas pessoas me conheceram de verdade nessa vida... talvez naquelas noite em que você adormeceu de maneira inesperada em meus braços eu tenha te mostrado um toque fragil e puro que há muito estava perdido dentro de mim, mas ai o dia de maineira imprudente amanheceu..
Há de fato muitas coisas entre o ceu e a terra, há um contato inexplicavel entre homens e anjos... que faz com que o doce e o amargo se confundam na tua boca... me fazendo beber da tua fonte, pra matar minha sede.

sábado, 15 de dezembro de 2012

tenho pressa...

É complicado a frequência de emoções em que vivemos. Pessoas chegam e partem numa velocidade assombrosa, acabo procurando num vazio qualquer a pessoa que há pouco estava alí, não está mais... Não faz mal, o essencial permanece nos pequenos momentos, nos detalhes, nos milagres, nas sombras dos sorrisos disparados e lagrimas derramadas.
Poucas coisas consigo levar pra toda vida... Poucos sentimentos, pessoas e objetos... em algum momento algo sai do controle acaba se perdendo. Algo semelhante ao que aconteceu com os meus brinquedos de infancia quando cresci, não sei ao certo, mas parece que ganharam vida própria e se enterram em algum lugar nos quintais  de minha vida... aí me agarro no que posso carregar, ou no que me carrega. Nem sempre é consigo traçar os cursos, há momentos em que é preciso me deixar levar pela força bruta da correnteza que me puxa e atira ao seu bel prazer.
Os nobres ventos do destino... não há nada mais imprevisível. O tempo vira, as onda que arrastam me trazem de volta as águas calmas. Por isso falo pouco, observo muito, pra que quando chegue a hora saiba o que realmente é necessário e abandone o superficial. Carregar mais do que preciso só me atrasaria e tenho pressa de viver.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Estranho..

É estranho que eu tenha envelhecido e não use mais as roupas que usava, mais estranho ainda é que eu tenha deixado de gostar delas... Antes ou eram elas, ou não sairia, me sentiria nú, uma espécie de Sansão sem cabelos...  Outro fato que também me causa espanto, é que, ainda hoje, quando escuto músicas antigas, de outras épocas, elas ainda consigam me transportar para o passado e me proporcionem um encontro comigo mesmo.
As mudanças de gostos são curiosas e necessárias, as vezes as mudanças de rostos também. Você muda, o outro muda, o mundo muda e ao mesmo tempo permanecemos nos nossos reencontros... Por isso voltamos a certos lugares, procuramos velhas pessoas, ouvimos velhas canções... Quando estamos cara a cara com nossos antigos eu's nos odiamos, nos amamos, sentimos saudade... Mas nunca, NUNCA, nos é permitido permanecer...
Essa experiência transcendental, é apenas uma forma de sabermos o que nos fez chegar até onde estamos, e que portanto, nos é vedado retroceder. É muito estranho.

domingo, 18 de novembro de 2012

Uma quase carta

Quase te escrevia uma carta, mas tinha muito a te dizer, achei que se me prolongasse você não leria. Pensei num bilhete, mas minha letra tava horrível aquele dia... Quanto mais eu pensava no que te dizer, mais eu resumia... resumi tanto... que acabei com uma única frase. espero que você entenda.


                                         TE AMO!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

NOITE PASSADA.

Meu coração aponta outros nortes, navegar... navegar... remar contra corrente, descobrir. Uma sede de infinito, até onde se pode ir? que bom que não sei. Se soubesse, seria mais fácil, caminhos abertos a percorrer. Não! não! dispenso certas facilidades, o que vem muito fácil, se vai muito fácil. Prefiro correr riscos, a possibilidade de me perder torna ainda mais especial a dificil missão de me encontrar ou de te encontrar... quem sabe por acaso, quem sabe perdida por ai...
Eu e esse meu gosto pelo pouco óbvio, nada muito fácil, não que queira sempre tudo mais difícil, por favor não entendam mal. Só não quero ter a sensação que essa vida já está preparada, experiência não se transfere, a duras penas aprendi isso, mas geralmente não gosto das coisas pré-prontas, exceto as comidas congeladas, que me são muito úteis.
Besteiras a parte, meu coração aponta outros nortes, ritos de passagem chegando ao fim. Medo, angustia, ansiedade e porque não esperança, convivendo lado a lado, como irmãs que não se parecem, como amigas que se odeiam.
 A noite passada, passava desapercebida, como passam pequenas coisas... mas são elas, as pequenas coisas, que mantém o equilibrio, para as grandes coisas. Uma pena que sejam pagadores de impostos, nunca levem a fama, vivem no anonimato, trabalhando em suas engrenagens. Foi a noite passada, que passava despercebida, que me mostrou a necessidade de dias melhores.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

dedicatória

Sei tão muito, do pouco de te que conheço.  Nos segundos em que você vacilou e de relance, consegui te enxergar sem maquiagem, desprevinida de qualquer defesa. Queria poder dizer neste momento, que navego pela insegurança de águas mais profundas, onde se corre o risco de se perder e não conseguir mais voltar. Mas por hora, não é possível, O que experimento é o surpreendente sabor do desconhecio, do novo, que em muitos casos precede as grandes descobertas.
Sei de como teu cabelo cai caprichosamente sobre teus olhos,  sobre a doçura do teu sorriso, das tuas palavras asperas, dos teus gestos delicados... Mas  nada sei de teus medos, dos teus amores, de teus sonhos...  o muito de profundidade que há por trás desse espelho que te reflete e te esconde.
Você me disse uma vez, que tinha a impressão de me conhecer há tempos. De fato, seja pelas nossas brigas ou pelos nossos sorrisos acho em você, algo familiar e afetivo.  A relação tempo e espaço é intrigante, até mesmo para o próprio Einsten, quando no começo do sec XIX, desenvolveu sua famosa teoria da relatividade, chegando a conclusao que o tempo... é uma variável... Não entendo muito de números, mas sobre o tempo sei que existem pessoas que partilham do nosso convívio durante anos e não nos conhecem, outras, mistériosamente, nos causam uma impatia tão grande, que chegamos a acreditar que já haviamos a conhecido, de um passado distante ou outras vidas quem sabe... a ciência e o espírito seguem cursos distintos, como uma ferradura, onde os extremos estão muito mais próximos do que o centro.
De toda sorte, seja nessa vida ou em outra... é sempre um prazer revê-la...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

tristeza

Mais fácil é a tristeza em dias de tormenta,
casa vazia, quarto escuro...
Esperndo o fuzilamento de frente para o muro.
chuva caindo, janela batendo.

Mais faceis são as despedidas esperadas,
carregadas de melancolia e mágoas
brigas, ofensas,
sangue nos olhos!

Difícil mesmo, é a tristeza num dia de sol,
crianças correndo, domingo de praia,
e ainda assim insisti em vir.

Somos tristes porque achamos que temos de ser feliz
todo o tempo...
felicidade e tristeza são estados de espírito,
cada um sem dia e hora marcada pra chegar,
cada um sem dia e hora marcada pra sair.

difícil e sorrir e guardar a tristeza nos olhos...

( Poesia e anarquia )

terça-feira, 23 de outubro de 2012

tudo que sei sobre mim ( video )


tudo que sei sobre mim.

Não me arrependo de não ter ouvido os conselhos que me deram, principalmente os que eu nunca pedi, não posso atribuir a direção da minha vida, a pessoas que não sabem o quanto ela valhe. Admito que em algumas oportunidades eles estavam certos, mas é o preço que tive que pagar para não viver à margem de mim, à sombra do que poderia ser. Hoje sei que inegavelmente que a dor é uma escola de aprendizagem.
Diria tudo o que sei sobre mim, se soubesse o que dizer, se a definição fosse tão simples como parece. Não é, pelo menos para mim, que não sei ser especificamente este ou aquele, apenas sei ser muitos, todos os meus Eus oprimidos dentro desta forma que o tempo consome, todos buscando um domínio comum para que apenas um encontre a liberdade na submissão dos demais, travando uma guerra sem fim, que dificulta a minha definição e afirma ainda mais a minha singularidade.
Seria mais fácil, se não andasse pelas ruas vezias, seria mais fácil se me contentasse com a mediocridade das relações de conveniênci, se não me importasse em ser como sou, em descobrir o que vem depois de um limite qualquer.
Os homens tem vivido.... e isso durante muito tempo tem lhes bastado, mas a tolerância não é suficiente. Antes de tudo, sou um jardineiro de sonhos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Do teu lado

Basta  que eu feche  meus olhos,
Que acabo do teu lado.
Queria que o mundo fosse menor nesses dias...
Que Todo amor durasse
Não menos que uma vida,
Que toda lagrima que derramo
 Fosse choro de alegria.
Ninguem está tão do teu lado quanto eu,
Ninguem na loucura dessa vida,
Há de te dar um amor maior que o meu
Porque sou eu que te ponho pra dormir
E calço teus pés ao acordar,
Conto histórias bobas
Só pra te ver sorrir
 E te levo comigo,
A todos os lugares onde você não está.
Invado teu corpo, te guardo em meus braços
Invento desculpas, encontros ao acaso
tudo... só pra estar ao teu lado.
Esqueço de todo o resto
Que não nos interessa.
Invento um mundo inteiro,
Sem muita pressa.
Só pra está do teu lado,
Pra fazer do meu mundo...
Um lugar menor nesses dias...
Com saudades menos doloridas,
Com mais chegadas e menos despedidas
E com amores,
que durem não menos, que uma vida.

Poesia e anarquia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

lembrando

Ultimamente tenho lembrado da aurora dos nossos dias, ou das nossas refrescantes noites. Quando em meio ao caos do mundo, o amor me parecia mais possível. A entrega de quem te procurava, te alcansava e te deixava livre, para que a perseguição continuasse a ser possível.
E pelo teu cheiro te persiguia, te perseguia por entre lençóis, por entre abraços, por entre chegadas e partidas na nossa escuridão.  E quem vai se lembrar dessas noites se não nós? embora ninguem saiba, ainda estão intáctas no tempo da felicidade, guardaddo em mim.  Quem irá me oferecer um sorriso, numa tarde de tormenta? quem será meu anjo.
Amar não é não ver defeitos, ao contrario, é amar está acima dos defeitos, para os extremistas como eu, ama-se inclusive os defeitos que somados beiram a perfeição de ser imperfeita e ao mesmo tempo irresistível.
( Poesia e Anarquia )

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

sem sentido

Não entendo o porque insistimos tanto em entender e não conseguimos simplesmente ser... a estrela não é mais bela porque sabe que é estrela, apenas é! por isso brilha... e nada mais... ah... essa dificuldade de nos aceitarmos como corpos que vagam no infinito, que orbitam no nada e mesmo que esse nada se confunda com tudo não passa de nada, não passa de tudo, campo mais vasto, oceano mais profun
do, mundo largo mundo. Aos poucos, por acaso, vamos nos cruzando, nos marcando e nos esquecendo. Em qual esquina nos cruzamos? em qual nos esquecemos?
o cruzamento é um encontro de corpos diferentes que seguiam direções opostas, até que o Universo, que não passa do nada se confundindo com o tudo, exercendo sua força de atração os aproxima, mudando as uas direções, os retirando das rotas traçadas por um simples acaso. O acaso por sua vez, é um instante irracional, que não pode ser previsto, e influencia diretamente os cruzamentos. CAso a força de atração seja muito grande, esses corpos que antes vagavam no nada, traçando uma rota sem sentido se chocam causando a colisão. A colisão nada mais é do que o impacto violento de dois corpos que seguiam direções opostas, até serem atraidos um para o outro, querendo ocupar o mesmo espaço, se marcando mutualmente, há colisões que recebem o nome de amor, e no amor, há marcas que se curam, que cicatrizam e as que nunca fecham. Já Esquecer é sempre um ato egoista de deixar o que era seu partir e adotar o vazio de não saber o que completava aquele canto que agora não passa de um canto vazio e sem graça. E ainda assim, por pior que pareça, esquecer pode ser um ato necessário de sobrevivência.
 
poesia e anarquia
 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

de tempos em tempos...



De olhar no vazio,
Acabei prestando atenção,
Que às vezes o tempo,
É senhor da sua razão...
Às vezes o vento
Também muda de direção...

De mergulhar no nada,
Acabei achando uma outra entrada
Que dava esperança pro meu coração,
O que dizer disso então?

Não disse nada...
Deixa o tempo mudar...
Deixa a sorte chover e o inverno passar...
Quem sabe amanhã...
Mas hoje prefiro calar...

E depois...
O futuro que me espera,
É tão incerto quanto o nada,
Tão negro quanto a madrugada,
Que espera enamorada
A alvorda desvendá-la...

E no caos o tempo...
No coração dos homens o tempo...
E nas costas do tempo vou eu,
Buscando ser senhor do meu destino...

( Poesia e anarquia )

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pero sin perder la ternura jamás

O pior  foi o tempo ter me vencido. Invariavelmente se perde mais do que se ganha, tenho perdido a juventude todas as manhãs, procurado a vida no meio do caos, observado a  dança dos espíritos em meio aos muros de concreto e aço, Um inferno de chão negro e quente com o céu cinza...Onde está a luz? A luz se foi no exato minuto em que desaprendi a sorrir, e ainda assim aceitei a idéia de que seria possível continuar a viver, como se viver fosse mais importante que sorrir... será mesmo?
Ví uma frase que me chamou à atenção: "Menos camisetas, mais revolução!" a contradição é que tal frase estava estampada na camiseta do garoto que andava maltrapilho para se destacar. Fiquei imaginando quantas camisetas que criticam camisetas existem por aí... e por assim fazerem, vendem mais... uma contradição em termos como quando o atualmente popular Che disse: "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás." Será mesmo possível ser tão paradoxal? duro e terno? quente e frio? equilibrar os extremos nas frases de efeitos e camisetas por aí, é muito mais fácil do que dentro de sí. Pode ser que eu desconheça de extremos e rvolução tanto quanto desconheço da mistériosa natureza humana, que as vezes me parece apaixonante, em outras repugnante. Mas como Che equilibraria a revolução com sua cara estampada nas camisetas? será que o revolucionárioa seria maior que a causa? qual a importancia do simbolo?  não duvido de que a resposta seria... pero sin perder la ternura jamás."
Eu, já não sei ser mais terno, já não sei mais brigar, nem usar camisetas... é só a vida e o caos, e no meio de tudo um verso, um amor, um poema, o avesso... e tudo me choca e me emociona, a tristeza que me acostuma, a felicidade que me distrai... tudo me causa angústia e medo... Qual o sentido? há um sentido em fazer sentido? talvez não. Por isso as contradições nas camisetas, as contradições que vivem lado a lado, somos uma civilização de opostos. 
Vejo homens armardos e dispostos a morrer todos os dias,  homens que estão dispostos a seguir uma causa, mesmo que não seja a sua, homens que buscam a salvação depois do próximo metrô, na fila dos banheiros, nas praças cheias de homens e pombos, homens que esperam a condução que os levem a outro planeta. Um planeta onde homens duros como eu, possam ser ternos.
Pero sin perder la ternura jamás aviões despencam do céu, pero sin perder la ternura jamás a bailarina dança, o ladrão rouba, o homem mata, as revoluções falham, o capital entra em crise, as camisetas vendem, a musica toca, a humanidade ama, a desumanidade faz guerra, os jornais saem todos os dias, o vizinho do 402 estoura os miolos, a mulher adultera traí o marido, enquanto ele a trai no escritório, enquanto centenas morrem nas filas, enquanto milhões morrem à mingua... Todos, 
Pero sin perder la ternura jamás...






sábado, 8 de setembro de 2012

Poesia marginal

Na marginal os marginais...
o rio separa as margens,
os marginais...
A noite nem acabou...
Vejo luzes acesas,
Os homens se põe de pé...
Caminham convictos de que hoje será diferente
Talvez um pouco mais a frente alguma esperança...

O rio separa as margens
O carnaval dos excluídos,
A fé dos sempre aflitos,
As armas letais..
Na marginal os marginais...

No coração das metropoles,
No submundo das capitas
Há um rio que separa os marginais...

E se as margens se unissem e não houvesse mais rio...
Rio de janeiro em fevereiro é carnaval,
mas não nas margens onde habitam os marginais

O menino empunhou a arma,
Não sabe nada da vida,
Menos ainda sabe da morte,
A ignorância lhe dá coragem...
A ignorancia é ópio, é odio, é ócio...

A margen não quer ser rio...
O rio não quer ser margem...
debaixo da ponte por onde passam cardumes de carros
maginais à margem da marginal!

Poesia marginal... sem métrica sem rima...
E todos vão repetindo como se andassemos em circulos
Na marginal os marginais
À margem poesia...
Os marginais
À sombra dos poderosos
os marginais
A desgraça dos povos...
os marginais
Os que morrem à míngua
Os marginais
Os que matam sem dó
os marginais...

Onde habitam??
À margem, das marginais...

Poesia e anarquia!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pense.

       Eu levei muito tempo até entender as coisas como eu entendo hoje,  isso é natural, tão natural que nada impede que amanhã eu perceba tudo de maneira diferente de como entendo agora.  Já fui muito mais radical, hoje minha balança tende  muito mais ao equilíbrio
      Temos que começar a entender que certos tipos de pensamentos são feudais. O principal deles o das separações, vivemos  segregrados lado a lado. Quando queremos ser aceitos em determinado grupo e excluir determinadas pessoas que não julgamos semelhantes a nós, isso não é diferente do apartheid, e como quem já não dorme sem um rito, já não dormimos sem nosso apartheid de cada dia. É assim nas  favelas, é assim nas ruas, nas classes sociais e na vida. A curiosidade é que lutamos para ser aceitos, temos medo da rejeição, e quando acolhidos a primeira providência que tomamos  é buscar a individualização naquele grupo, antes tão homogênio.
      A linha do equador não foi posta alí por acaso,  além de todas as razões geográficas, há escondido por trás das cortinas todos os vetores sociais. Nós criamos linhas imaginarias que nos subjugam, por isso a grande diferença do que esta acima e abaixo do Equador... Se somos individuais em nossas características, pela própria natureza do espírito humano, você pode questionar que não há nada testado quanto aos benefícios da homogeneidade, talvez não mesmo. Mas garanto que a harmoniedade é necessária nesse mundo de fronteiras invisíveis e linhas imaginárias. Afinal, como diria Leonardo Boff, "somos todos cidadãos da terra."
      Vivemos numa era onde há um culto exarcebado as liberdades, reflexo do neoliberalismo ou da pópria natureza desbravadora e livre do espírito humano. Mas seriamos tão livres assim? Nossas idéias são realmente nossas? quando o Big Brother foi escrito, George will, ja previa que seriamos controlados, absorvidos todos os dias, pelo a avanço do mundo digital sobre o analogico. No filme genial de kubrick laranja mecanica, é facil perceber, quanto nossos valores conseguem ser dissolvidos pelo meio social, a moral é uma construção social, se vivessemos numa sociedade onde se legitimasse a  barbarie (embora estejemos à beira dela), a barbarie seria moralmente aceitável?
        Pra mim, nenhuma colocação define mais a nossa falta de liberdade do que Sartre quando diz... " eu descobri que eu não tenho escolha, e é justamente por isso mesmo que eu sou livre"... perceba, que a sandália que vôcê usa, o leite que você toma, até o tom caque da sua blusa, estão predeterminados antes mesmo de você nascer,  iria alem... influenciados diretamente pelo lado do túnel rebouças que você nasce, ou do Equador se lhe cair melhor.
Moral da historiaa... o que é realmente seu, e o que querem que você pense que é?
       Estar acima dos radares, "vibrar em outras frequências", é o que Nietzsche chamou de super-homem, o não alienado de Marx, o que Freud diria que não pode ser capturado nos planos dos discursos, os que não  sentem a necessidade de estarem separados pelas linhas imaginárias não harmônicas,  os que não são reféns do sofísmo.

Poesia e Anarquia

sábado, 1 de setembro de 2012

texto de sabado

Talvez daqui a algum tempo, eu tire a carta da manga e a roupa de festa do armário. Talvez daqui a algum o milagre que espero aconteça, pode ser que certas dores doam menos. De nada me adiantou a pressa, a correria, a agonia de viver, depois de um tempo, e de muitas batalhas, muitas derrotas, levantando e caindo percebi que tudo tem realmente o seu tempo, como estações... estações são sempre lugares de passagem, onde todo carro tem sua hora, seja na primavera ou no inverno. Racionalista que sou, ou que tento ser, reconheço que as vezes o acaso, destino, ou sorte ( Como queiram chamar ), é um jogador que desequilibra o jogo das razões, seja porque  ele tem  todas as cartas na manga, seja porque nesse jogo eu aposto tudo, e ele sempre não tem nada a perder. Mas não é sempre assim, posso garantir, que boa parte de meus fracassos se deram por erros de estrategia, quando hesitei e devia prosseguir, quando prossegui e devia parar.  Há uma piedade natural pelo homem que sucumbe, mesmo quando se vence a figura do vencido antes titânica, é algo que causa comoção. Uma pena que o destino, não padeça de mal.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

pra você

Teu cabelo negro de noite em treva,
Teus olhos de verão,
Teu cheiro de primavera,
Teu jeito de estação....

Desparam contra mim os beijos de novela,
Enquanto bebo meus goles de solidão,
Vejo luzes luzindo distantes
Talvez estrelas, talvez faróis, talvez ilusão...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

a cena.

Existe algo triste e belo em mim, como aquela cena do beijo naquele filme antigo que nunca mais esqueci, também nunca mais voltei a vê-la. Não quis quebrar a magia daquela madrugada, onde por acaso, navegando entre canais, sala escura, olhos fixos na tela, corpo escondido na treva, encontrei aquele beijo... que por um momento me fez acreditar que amores eternos são possíveis. Talvez, fora das telas, longe da belez da trilha sonora, não sejam.
Não me entristeço, por mais que os casais se separem, aquele beijo será eterno, na cena que por alguns segundos me fez crer no amor. A arte a de ser eterna, o amor persistirar nas canções sendo a herança das gerações de apaixonados... nas palavras do brilhante Chico Buarque: " Se nós nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir". Como negar a eternidade do amor dessa canção...
Daqui pra frente não sei mais quantas cenas de cinema eu irei ter de persiguir, quantas madrugadas inda terei de vagar, quantas canções será preciso entoar, até que a vida imite a arte, até que eu perca a razão te procurando em toda parte e teu "sapato ainda pise no meu".


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Não me importo...

Não, eu não me importo com todo o tempo perdido...
Me importo com todos os dias vividos,
Com a ausência do teu sorriso...
E com todos os dias que poderiamos continuar sendo felizes...
Não fomos...

Não, eu não me importo com teu jeito frio...
Com tuas palavras duras e teu descaso...
Me importo com aquelas palavras doces em meio aos teus abraços,
Com teu cheiro em meu travesseiro,
E tudo mais que me faz sonhar...

Não. eu não me importo que tenhas partido,
Me importo que tenhas me feito crer, que jamais o faria...
Nâo me importo com tuas promessas não cumpridas
Me importo apenas, que as tenha prometido.

Não se zomba do coração de quem se ama...
Nem se engana quem te quer tanto bem...

Não, eu não me importo com essa tristeza que adentrou  pela minha porta...
Me importo que tenhas deixado a porta aberta ao sair,
E que a alegria tenha ido contigo...

                      ( Leo Rocha )

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eu não entendo...

Eu não entendo como não te esqueço...
Eu não entendo como te amo tanto...
Entendo menos ainda o porque não consigo te dizer...

Eu não entendo muito dessa vida...
Nem entendo dessas coisas complicadas de gostar de alguem
Alguem tão diferente e especial...
Mas não precisa entender pra gostar....

Eu te amo, quando vc não entende as coisas que digo,
E te amo ainda mais quando sem entender, você sorri

Eu não entendo porque te conheci nessa vida,
Também não entendo porque você não me sai da cabeça...
E vago pelas ruas desertas, procurando teu cheiro...

Eu não entendo porque não me liga...
Sem pretensão, só querendo ouvir a minha voz...
Só querendo saber como foi meu dia...

Eu não entendo porque não te mando as coisas que escrevo,
Porque não te roubou pra mim, ou te deixo partir de vez...

Eu não entendo porque as coisas tão estranhas....
Eu nem me conheço mais...
Eu não me entendo, nem te entendo mais...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mensagem de formatura.

Aos pobres de espirito em suas sarjetas, aos meninos de rua que me olham todos dos dias com seus olhos de feras, famintos, aos que vivem à margem da educação e não puderam se sentar ao meu lado, em uma universidade pública o meu respeito as suas chagas. A eles dedico esse momento, quando o filho de uma professora primária e de um caminhoneiro, oriundo das escolas públicas deficientes desse país, consegue formar-se Bacharel em Direito, um curso no qual sempre predominou a hegemonia dos filhos das classes média e alta. Chegou a hora de abandonar as discussões teórias sobre Justiça e Direito. Aos demagogos que sustentam a diferenças de tais conceitos, eu digo-lhes: Direito injusto é direito do opressor, é direito Ilegítimo, o não Direito! Sei que se aqui estou, no final dessa jornada, não foi por acaso. Agradeço em especial aos meus pais pelo carinho, ao meu irmão fonte inesgotável de inspiração, e, como não poderia deixar de ser, as pessoas a que amo, e que, sabem que são amadas  por mim. Estou convícto de que se não fomos vitóriosos em toda as batalhas, Combatemos um bom combate! Vencemos!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sou

Sou sonhador...
Natural lunático...
Sou quadras,
fases da lua...

Sou as esquinas das ruas...
E teu silêncio secular.

Sou canção cantada,
Poesia rimada,
Embarcação naufragada
Aeronave a decolar

Sou da carne o corte
Da vida, sou morte
E o milagre de ressucitar.

Sou da teoria  a execução
Sou liberdade e sou prisão

Sou tua verdade mais sincera,
No teu verão sou primavera,
Do teu destino sou o acaso.

Em todo caso sou o avesso.
Atrevessando tua vida.
Sou mudança repentina
E rotina.

Sou lógica
Sou coração

Sou a mão que te afaga
Alegria esperada...
E da noite ou a escuridão...

Att Leo Rocha




quinta-feira, 14 de junho de 2012

poema

Da porta pra fora o mundo...
Meu bem,
Que mundo?
Em algum lugar agora você descansa
Enquanto eu enterro a esperança...


Depois de amanha é qualquer querta-feira,
o que há de ser um dia? um tempo?
se tudo pode acabar...
não há nada eterno,
 que seja efemero esse abraço,
que a areia cubra os rastros desses passos
não quero me encontrar...

Quero esquecer das fotos na gaveta
Tiras lembranças da cabeça
coisas que já perdi,
lugares de onde ja saí,
mas que insistem em morar em mim...

no menor dos males,
o maior dos mares à atravessar,..


ATT Leo Rocha

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dia dos namorados

" Se nada nos salva da morte, Que pelo menos o amor nos salve da vida..."
                                                                           ( Pablo Neruda )

Amar... sobre todas as coisas amar... desejar, querer, sangrar... e depois de tudo se redescobrir, reamar, reinventar... De mostrar todos os meus medos me despir, e por te contar tantos segredos me rendi, Soldado vencido, país rendido, meu coração entregue...
Difícil mesmo é a vida sem você, impossível mesmo é um fim de tarde sem te ver... Eu te amo mesmo, eu sei. Te amo desde o dia em que nasci, um amor tão grande que mal cabe em mim... te amava, quando achava que não amava, incondicionalmente, quando pensava não te conhecer, quando pensava que padeceria sozinho por essa eternidade, mal sabia... Já te trazia de outras vidas... 
Mar... cheio de de ondas que vem e vão... naufragios na imensidão azul... marés de sorte, outros rumos, outros nortes... Me ensina a navegar, a seguir contigo seja onde for, por tudo o que for... seja amor... seja encontro e perdição, seja pele, seja paixão... mas que seja você por todos os mares, esteja em todos os portos e de braços abertos e sorriso sincero me diga: ah... mar
Ar... respire fundo, perca o sentido, venha comigo a lugares distantes, faça da minha vida teu único instante e me ame desesperadamente... como quem tem sede, como que vem a superfície buscar fôlego quando lhe falta o ar...
Não existe tradução para o que rasga a alma, para o que de só de existir faz a valer a pena e cura toda a dor... Amor...


Att: Leo Rocha

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Só pra entender...

Só pra entender...
Hoje mais importante que entender é sorrir,
Mais importante que viver é sobreviver,
Reconstruir a casa do que sobrou:
Pedra, madeira, poeira.

Só pra entender...
Hoje mais importante que saber é perguntar,
Mais importante que cantar é desafinar...
O poema veio pelo avesso
O poeta já começou pelo fim...

Só pra entender...
Hoje mais importante que o sol é saber se vai chover,
Mais importante que a chuva é o que guarda a chuva...
O que vem depois se o Sol se pôs,
Ou se ainda é verão...

Só pra entender...
Hoje mais importante que competir é ganhar,
Mais importante que defender é se esquivar...
sair ileso, ser sempre o mesmo na arte de se reinventar,
Poder ser salvo e não ter de salvar...

Só pra entender...
Hoje mais importante que a beleza do salto é o perigo da queda
O paraquedas não abril...
Não era 1º de Abril...
Só um salto suicida, acrobata, azas perdidas

Só pra entender...
só pra entender...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tempo de se perder

... É tempo de se perder...
Me perco em mim...
Minha solidão sem fim.
Verso, anverso, verso que não quis vir.
Estrela cadente,
Outra não quís cair.
Ao longe teu mundo,
Distante do meu,
Sonhos profundos
Momento de adeus
Razão existe para quem não ama
Prefiro sofrer a viver triste.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Intimista.

Revoluções tecnológicas, radicais de direita, radicais de esquerda e a velha galera do deixa disso. Coisas que eu não sei como me dar, ou seria lhe dar? Engraçado que sigo com a minha mania de ouvir música no escuro, como se o visual não me importasse, talvez importe, mas o filme é mudo.
Genial, digital, animal, intimista, coisa e tal... Muito pouca coisa tem feito sentido nos últimos tempos, bem verdade, que nada faz sentido na relatividade, confuso? sim! porém verdade. Mas não sei ser comercial, não sei escrever, sem cortar, sem errar, sem assassinar a gramática... pouca técnica, muito amador... aquele que ama dor... não sei... sigo sem saber, o importante é viver e seguir, uma mescla de segurar e ir, se ater ao que insiste em partir.
No meu íntimo, escrevo como quem anda em círculos, liderando o famoso "exército de um homem só" título do livro que H.G cantou, pouca genialidade? eu diria muita. Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos! certamente não são os ovos que sustentam esse discurso. falando em ovos e omelete, me veio a fome e com ela os famintos, quem se importa com os invísíveis. o visual é importante, e o filme? é mudo? Capitalismo, socialismo, anarquismo? quem sustenta do discurso? certamente todo discurso tem seu lado fascista, tenta se impor de maneira imperativa. inclusive este. Agora repetindo de maneira repetitiva e com a consciência da redundância, fazendo o leitor ler em circulos, cito novamente H.G "Ouça o que eu digo, não ouça ninguem".
(Risos!) grande besteira tudo isso, essa maneira pretenciosa de dizer toda a verdade, que sempre acaba debaixo do tapete, quem quer saber o que eu acho que é verdade? Ninguem! talvez. insisto em dar respostas as minhas perguntas, como num jogo de xadrez solitário, entrego os peões procurando encurralar o rei. O que eu sei sobre xadrez? não muito! jogo mal... mas e daí, não se pode ser bom em tudo, aliás se é realmente muito bom em muito pouca coisa, se é que você me entende... Entende? foi o que pensei...
Intimista, anarquista, surreal, realidade paralela, país tropical... minha música distorcida, mas nem guitarra sei tocar, tenho tocado tão pouca coisa, tenho medo de quebrar, tudo tão delicado, acho melhor escrever, mas ninguem que entra no jogo, consegue excluir o medo de perder.,
Infinito intimisma, por vezes minimalista... mas preste bem atenção ser minimalista às vezes nos faz perder a dimensão, O muito grande e o muito pequeno, tanto faz... ambos são difíceis de mensurar. Maximizando emoções, minimizando reações, frequentes decepções com os radicais de direita, com os radicais de esquerda, mas principalmente com a galera do deixa disso, deixa pra depois, deixa pra lá, se o filme é mudo o importante mesmo é enxergar. Mas se for audio visual? ahh ... não quero pensar. Não faz sentido fazer sentido! se é que você me entende... Entende? foi o que pensei...

ATT Leo Rocha

segunda-feira, 19 de março de 2012

Toda noite.

Toda noite antes do dia amanhecer, vejo quanto valeu a pena ter vivido. Por tudo e por todos... Esta noite nós viveremos para sempre. Em meio a questionamento de o que somos? de onde viemos ? o que fazemos aqui? e para onde vamos? renasce a lembrança daquele dia que começou a chover e nós estavamos na pscina. Ainda tão jovens, ainda tão cheios de inexperiencias e vida... ahh quando chove como é bom jogar bola na lama, sem medo de se sujar, sem medo de ser feliz, como se a lama e a agua fossem a mistura perfeita se sujando e se lavando uma a outra.
Toda noite antes do dia amanhecer lembro-me de me sentar com meu amigo na calçada de casa e conversar, conversar de tudo, sorrir um pro outro, e só de ter um amigo assim, já vale a pena ter vivido.
Toda noite antes do dia amanhecer, eu sinto medo... ligo o rádio pra ser surpreendido com uma canção desconhecida e pouco a pouco deixar o medo ir, enquanto o sol nasce por entre os prédios da cidade. Sonho com o futuro, imagino outras vidas, outras pessoas, meu amor.
Toda noite antes do dia amanhecer, eu quase morro de saudade.
Toda noite antes do dia amanhecer, eu planejo, eu olho fotos dos lugares que estive, das pessoas que amo, mas principalmente dos lugares que eu quero ir, das coisas que quero que essas pessoas conheçam.
Toda noite antes do dia amanhecer, eu penso em lhe escrever um verso, mas nem toda noite escrevo, versos são assim, só aparecem quando querem e se não os agarrago, logo se vão e nunca mais os encontro.
Toda noite antes do dia amanhecer, quero concertar um erro, quero aprender algo novo, se possível não errando de novo.
Toda noite antes do dia amanhecer, a frágil madrugada me emociona, morrendo aos poucos se sacrificando para que nasça o dia. como uma noiva que retira o véu, pouco a pouco se esvái a neblina, e surge a luz.

Att Leo Rocha.

terça-feira, 6 de março de 2012

Louca estação

Hoje eu acordei pensando...
Em qualquer coisa, em qualquer lugar
Aqueles carros iam passando...
E eu, pensando em te encontrar...
Hoje eu acordei chorando...
Fiquei pensando em me mandar...
Todo mundo ta mudando
E eu, precisando me reencontrar...
Você e as estações...
Invernos nos verões...
É tudo tão incerto...
A gente nem notou...
Que nessa louca estação
Alguma coisa mudou...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Escrevo pra ti...

Escrevo pra ti...
Pra te contar de meu amor,
Compartilhar todos os meus medos...
E me curar em você...
Escrevo pra ti...
Num dia de domingo...
Pra te contar as coisas mais simples,
Falar da minha semana,
Que estou sem grana,
Que lembrei de você...
Escrevo pra ti...
Pra te encontrar dentro de minha saudade,
Te esconder dentro dos meus versos,
Te colocar no caminho certo...
Qualquer caminho que me leve a você.
Escrevo pra ti...
Pra te dizer o quanto te quero,
Por quanto tempo te espero,
E quanto mais esperaria pra te ter...
Escrevo pra ti...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Amar só no superlativo.

Amar só no superlativo. Não sei amar de forma comedida,  é mau de mim que sou egoista e te quero só pra mim. Não consigo esperar outra coisa, se não ser para ti, a pessoa mais amada. Talvez por isso, ainda te mande cartas, te escreva versos, deixe o meu perfume em teus lençóis para que te inebrie. E assim, eu te prometo tudo que há de maior neste vasto mundo, desde a estrela mais alta à sombra do abismo mais profundo e o meu amor.
Em teus olhos se espelham miragens, lá se escondem naufrágios, navios, oceanos e mares... Minha alma dilacerada,  não consegue partir, não consegue te deixar, seduzido por teu corpo de formas mais perfeitas e teu espirito de mistério, tua pureza de coração sobretudo.
Certo estou da impossibilidade de te amar em silêncio. Só é possível  te querer mais e mais, numa intensidade tão grande, que se me tocas o ombro ganho asas. Se me acaricias, a vida  se torna uma eterna alvorada.

ATT Leo Rocha

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

para que não pudesses partir

Meu amor é maior que o mundo
Não há sequer, oceano mais vasto ou profundo
Do que o meu amor...
De meu amor fiz cartas, versos, canções...
Da terra que antes era nada
Ví brotar nações...
Conquistei todos os mares,
Lhe dei minhas caravelas,
Mas retirei todas as velas,
Para que não pudesses partir...
                            ATT : Leo Rocha

domingo, 15 de janeiro de 2012

A dança esquecida

Das coisas que só eu sei,
ninguém mais sabe...
Do que repudio
Da treva, do abismo, do nada...
É madrugada,
Terra desconhecida,
Fantasmas galopam soltos...
Medos vem a superfície da alma
Materializam-se...
A dança esquecida, o ritual...
Astros boiando no infinito, solitários e distantes
Quisera eu um ter-te dado a estrela mais brilhante
Não pude...
Como não puderam os amantes antes de mim...
Nenhuma estrela se arriscaria a brilhar perto de ti...
Nesta noite de obscura,
Há apenas a lembrança do clarão dos teus olhos se abrindo
E a solidão...
E tudo mais que repudio...
Os medos, as lembranças....
Demônios atormentados...
A dança esquecida, o ritual...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mortalidade

Ando cansado e com medo. Dias incertos hão de vir, eis a única certeza. Mas não lamento, o destino tem sido generoso comigo me fez belo, me deu olhos nesta terra de cegos, deveras me fez rei. Talvez por isso conheça das dores do mundo como ninguém e só de vê-las as tenha absorvido. Não nego, sou um homem sem tempo, sem onde, sem quando... Venho do Sul ou do Norte, quiçá do Sertão e tenha vivido a seca, tenha secado então.
Observo da janela do meu apartamento o mundo e suas engrenagens. Gente que chega, gente que vai, é assim na vida e no mundo, por isso temos tantas lotações, tantos destinos e desencontros. Passos em desarmonia, uma longa caminhada que não encontra sentido a não ser na contramão de tudo que se credita ao espírito digno que habita os corpos cada vez mais vazios.
Não é só isso, não é só de carne sangue e medo é que se faz um homem. Também tenho meus sonhos, também quero ir além... Mas como partir e me desprender do emaranhado dos teus cabelos negros de noite em treva. Mas o ritos de passagem se fecham e se abrem, como portas, como mãos que esmolam. E se não sigo agora, logo mais não haverá pegadas, não haverá nós, não haverá nada. 
Então compreenda-me e perdoa-me. Ando com tanto medo, com vontade de me esconder, de ser esquecido no guarda roupa, como quando era criança e quieto observava o feixe de luz  invadir a escuridão pela brecha da porta, aquela sensação de ser invisível, de ser imortal, nunca mais me acompanhou depois que cresci e não coube mais no guarda roupas, tão pouco couberam meus problemas nele, pelo contrário, ando experimentando as diversas faces de minha mortalidade, medo solidão, as vezes até momentos de felicidades,  nesses momentos lembro de ti. 
Agora já chega. É tarde, muito tarde, devo deitar, pode ser que observe a rua, um pouco mais, gosto de observar a rua vazia, nem parece a mesma rua por onde passa tanta gente todos os dias, a vida é uma grande rua cheia de gente que vai e que vem.

ATT: Leo Rocha

Onde quer que haja paz...

Hoje, eu queria uma passagem só ida,
Passar sem destino pelos lugares onde estive
Rever velhos amigos, jogar conversa fora...
Caminhar dentro de mim, refazer meus caminhos,
cantar velhas canções, receber teus carinhos...
Hoje eu queria um dia mais doce, uma mão mais amiga
Um beijo de novela, um frio na barriga
Mais emoção nas palavras...
Hoje eu queri esquecer do mundo,
Mergulhar nos olhos mais profundos,
Tênue azul do mar...
Onde quer que haja paz,
Longe desse caos, longe do mercado capital
Da lógica anormal, nova ordem mundial...
Cortejante, teu riso de menina
Amanhã, talvez novos caminhos,
Hoje procurando moinhos, onde só há dragões
Talvez Quixote, talvez Cervantes
Combate perdido, vitória na largada, não sei...
Onde quer que haja paz...
Lá quero estar, longe das cavernas da mente atormentada
Em busca da alvorada,
Vendo o sol raiar imponente,
Novos horizontes, homens mais contentes
Terna certeza do porvir,
Se virá não sei...
Me contento com a certeza
O abstrato, a felicidade no retrato,
Doce família feliz.
Hoje quero estar longe...
Na próxima estação de sonhos,
Podendo ser o que não somos,
Colocando o tempo sobre minhas asas...
Onde quer que haja paz...
Nos campos abertos, Romances atrais...
Verticalização dos limites, vôos clandestinos, saltos no infinito
Hoje quero estar onde não haja limites,
onde quer que a paz habite,
Seja na fé, seja na salvação
Onde quer que haja paz...

 ATT: Leo Rocha

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Prelúdio

Nas noites mais frias
Deixemos as janelas abertas,
Para que os anjos vestidos de luz
Adentrem e dissipem a solidão.
Ainda haverá um tempo
Em que teremos a coragem
De nos lançarmos das mais altas janelas
E despencarmos para o infinito,
Acreditando no sonho que podemos voar
Como as mais belas borboletas azuis.
Então, como num sonho,
Plenamente livres voaremos...
Nos confundindo com o azul do céu...
Depois de pouco tempo...
A dor não há de existir.
Como nós também não existiremos.

 ATT: Leo Rocha

Momentos

Num desses instantes insignificantes...
O mundo parou
Bem diante dos meus olhos
Iluminados,
Redondos,
Perplexos,
Como dois Discos voadores
Naves que se perdem no infinito...
Qualquer coisa que flutue sobre nós
Num silêncio inesperado,
Não o silêncio de um mundo em paz,
Mas o silêncio de um mundo devastado
Por bombas atômicas.

Era triste a beleza das ações interminadas...
As palavras de amor não foram ditas
Pela boca da menina bonita.
Ficaram sem sentido,
Como num passe de mágica
Desapareceram...
Para todo o sempre...

As Flores foram condenadas à beleza eterna,
Jamais morreriam...
Não eram mais perfumadas
Secas como pedras
As mãos continuavam estendidas,
Mal sabiam elas,
Não receberiam resposta alguma!

Abraços e beijos gélidos,
Se quebrariam com apenas um toque.
Os mortos agora,
Estavam ainda mais mortos,
O mundo era seu túmulo.

Se Num desses instantes insignificantes,
O mundo girar
-eu te amo!
Aceita minhas flores que só duram 24 horas
amor...

Att Leo Rocha

Ratos no sotão

" esse texto é um clássico dos meus, um dos que mais gostei de ter feito, tem muito tempo que fiz... em 2005, na velha agrotécnica, lembro que colei nas paredes. Na época tinha um significado que, hoje, por mais que me esforce, não lembro... enfim... cheira a all-star e jeans resgado... como naquela época"






                                                                                                  O Rato apareceu
                                                                                                  Num Ângulo da sala,
                                                                                                  (...)
                                                                                                   ? Que sabe esse rato de mim
                                                                                                   E esse homem e essa mulher
                                                                                                   Sabem pouco mais que o rato.
                                                                                                             ( Murilo Mendes)

    Quando a minha alma voltou ao meu corpo, era por volta das 3:30 da madrugada. Uma falta de ar me tomara o peito subitamente. Então, me levantei ainda sem ar. Estava arquejando. Olhei para cada canto do quarto. tudo estava calmo. A televisão agora chiava. Já não passava programas infantis com crianças adestradas, nem telejornais de direita que se restringem a falar do óbvio e dizem apenas que o país vai mal.
    Então eu desliguei a tv, arrastando a tomada com a voracidade de um animal recentemente preso ao cativeiro. A casa agora de um todo se fez escura. Uma escuridão medonha. Digna da escuridão que abrigava as cavernas que  nós homens habitávamos enquanto primitivos. Mas, quem disse que deixamos de ser primitivos? Talvez essa noite "contemporânea" fosse mais fria e perigosa que as noites primevas. Talvez minha casa fosse mais fria e obscura que as cavernas por nós homens habitadas enquanto simples primitivos. Seria o lar perfeito para um primata depressivo cujo o clã foi massacrado pelo evolucionismo  científico de Darwin.
    Debatendo-me pelas paredes, me dirijo até a sala. A essa altura o meu sono já tinha ido pra puta que o pariu! com o poder que a tecnologia me oferece, tentando imitar a deus , fiz com que houvesse luz na minha sala que até a pouco era treva. E o espirito de Deus ou sei lá de quem, correu sobre minha mesa que, por sinal era o Iraque depois dos americanos, um inferno.
    Eu estava escrevendo um livro. Era um livro depressivo. Eram papéis e canetas espalhadas por toda parte: Frases de efeito, textos incompletos, observações que nunca viriam a ser lidas. Era um mundo em seu caos, um livro em construção.
   Em meio ao meu emaranhado de pensamentos algo roubou a minha atenção. Era um barulho. Não, era muito mais insignificante. Era um ruido, ruido de ratos, ratos no meu sotão. Eu odeio ratos, levam a vida no submundo, mas quando necessário andam sob o sol, se misturando à sociedade fazendo o seu contrabando ilegal de podridões dentro de nossas casas, bem debaixo de nossos narizes, nós nem percebemos isso. A noite eles são piores, caminham silenciosamente quase imperceptíveis. Eu não os via, mas minha mente os faziam grandes e perigosos. Uma grande sociedade organizada, capaz de destruir o meu mundo. Ratos intelectuais que se aproveitavam  do meu sono, da minha fraqueza de humano miserável, para realizar seu contrabando ilegal de podridões. Muita gente pensa em salvar o mundo da fúria humana, mas não consegue nem retirar os ratos de sua própria casa.
   Ao terminar de refletir, o sol já me tangia  para o quarto. eu havia virado a noite pensando em como me livrar dos ratos. Deitei-me decidido a comprar algumas ratoeiras. Antes de dormir, ouvi pela última vez o ruído de ratos, ratos no sotão.


 ATT: Leo Rocha

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

comentário sobre o texto abaixo..

Já me disseram que o mais importante não é o que se diz, sim como se diz, eu seguindo no inverso da lógica, por maior apresso que tenha as palavras, sempre tenho a impressão que o que é realmente importante é o que não se diz, pode parecer complicado, mas o que não se diz "algumas vezes" é de suma importância por não traduzir-se em signos, quando de tão imenso você não expressa, quando te falta a palavra, quando te falta o fôlego. Talvez amor, Deus, Liberdade sejam as palavras mais usadas, ao longo da história da humanidade, as pessoas já mataram e morreram e nome dessas palavras, mas se um dia você sentir o amor, "Deus", a liberdade,   você vai acabar percebendo que é algo muito maior, do que signos, conceitos, definições... os pássaros que alçam vôos acima dos arranha-céus, que migram sempre em busca do verão, sabem o que é liberdade, as pessoas que fazem o bem, sem olhar a quem encontram com Deus, e se um dia você olhar no fundo dos olhos de uma pessoa e sentir algo tão lindo e intenso que lhe roube as palavras, que lhe faça perder o fôlego, talvez seja isso que banalmente, nós, ao longo da humanidade, tenhamos chamando de amor.

Versinho

Eu gostaria de te dizer tanta coisa,
Nada do que eu dissesse seria o bastante...
Já que não pode um único instante,
Traduzir a eternidade...
                                   ATT Leo Rocha

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

reflexão...

Nos incomoda a insiguinificância que nos persegue,
Lançados numa existência de frequências tão breves
Se hoje somos logo não seremos,
Se ganhamos logo perdemos,
A mesma mão que nos presenteia nos rouba e nos fascina.
A mesma arma que nos salva, nos assassina....
Não há o que fazer...
Ah amor... gostaria de te mostrar o que o tempo tem feito comigo,
Dar-te quem sabe louco abrigo
Contra o meu algoz...
não posso.
Nem meu amor pude manter intácto,
O mesmo amor que jurei velar e proteger pela eternidade,
Não resistiu a chegada da alvorada,
Fazendo nascer em mim uma nova jornada,
Onde o que ontem era, agora jaz....
A vida caminha para o tragico tormento
do enfraquecimento das folhas que vão ao chão.
O que somos nós se não poeira e nada.
Que será tua boca longe da minha?
se não terra seca, sem nada a germinar.
Amores vem e se vão como caravelas a naufragar,
E não há neste largo mundo cena mais triste bela,
Se não um marujo e sua caravela sendo enterrados no fundo mar.

                              ATT Leo Rocha.